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You - 1ª temporada

11.1.19

You é a série do momento. Se você ainda não viu ou ouviu falar, só continua lendo essa crítica que vou contar tudo o que achei dessa adaptação que tem um final de pirar a cabeça. E se você já assistiu, também continua lendo para batermos um papo depois, comentando o que achou.


Essa série vai focar na obsessão e psicopatia de um livreiro por uma aspirante à escritora. Joe Goldberg (Penn Badgley) vê Beck (Elizabeth Lail) apenas uma vez e já decide que ela é o seu grande amor e que precisa tê-la em sua vida. Esse encontro é a primeira cena do primeiro episódio da série, a Beck entrando na livraria e Joe notando ela e divagando o quanto ela evoca a sua atenção, quer ser olhada e escolhida por ele. Ou melhor, o quanto ela precisa dele em sua vida. Após esse primeiro encontro, Joe vai arquitetar um plano para conquistá-la e colocará em prática ao logo dos episódios. E conquistar aqui não é no sentido romântico da palavra, e sim no sentido de manipulação e perseguição.

Um dos pontos que fizeram essa série dar muito certo é que o Joe é cativante ao mesmo tempo que assustador. Como todo bom psicopata, claro que ele viria embrulhado da forma mais apaixonante possível. Ele está lá quando a Beck precisa, conversa com ela, lhe dá atenção e seu tempo, se preocupa, ou seja, é o namorado perfeito na sua frente. Enquanto que pelas costas manipula, mata e persegue. Ele literalmente está em todos os lugares. A série nos proporciona estar dentro da cabeça de Joe, com ele narrado a maioria dos episódios. Isso faz com que a gente entenda, ou pelo menos tente entender, como funciona sua mente e como para tudo, absolutamente tudo, tem uma explicação plausível. Pelo menos para ele.


Essa relação do telespectador com o Joe é engraçada, porque se ele não fosse um psicopata seria um cara sensacional de conhecer e ter um relacionamento. Isso é algo que me afetou um pouco porque o Joe não é ruim o tempo todo, ele tem lados bons que fazem a gente se questionar se ele não poderia melhorar de alguma forma. Claro que isso é proposital e para fazer com que a gente se envolva mais com a narrativa. Ele tem uma relação muito interessante com um garotinho chamado Paco, filho de uma enfermeira vizinha dele. Esse garoto é negligenciado pela mãe, que sofre de violência doméstica e é viciada em drogas. O Joe, em muitos momentos, cuida desse menino e passa a impressão de ser uma figura paterna para ele. O que não combina em nada com o Joe assassino.

O principal meio do Joe conseguir entrar na vida de Beck foi pelas redes sociais. Gente é assustador o quão fácil é para uma pessoa conseguir toda a sua vida pela internet. Ou melhor, o quanto de informação nós passamos e que torna isso possível. Com um pouco de inteligência, Joe consegue ler a vida de Beck inteira e se infiltrar nos lugares que ela vai e conhecer as pessoas que ela conhece. Dá um pouco de medo sim, não é difícil isso acontecer na vida real, aliás, é bem fácil e acontece. Esse tipo de alerta é cada vez mais comum, mas a gente parece não ligar muito. Aquela máxima de "não vai acontecer comigo".


Para os amantes de livros venham surtar comigo. Essa série inteira é repleta de referências a livros e eu amei cada uma delas. Primeiro que o Joe é gerente de uma livraria e tem bastante cenas que se passam lá. A Beck é aspirante a escritora, então a série fala um pouco do processo de escrita e publicação de livros. Uma personagem é descendente do escritor Salinger. O Joe além de livreiro é restaurador de livros e tem cenas dele fazendo esse processo e explicando como funciona. Tem um episódio que se passa numa feira, ou festa, literária sobre o Charles Dickens. Uma festa de aniversário literária em que os convidados se vestem de autores e personagens. Além do Paco que lê a série inteira e busca nos livros uma forma de fugir da realidade complicada que ele vive. E não poderia me esquecer das cenas com O morro dos ventos uivantes.

Fora todas essas referência, o visual da série é acolhedor e em tons de marrom que lembram livrarias. Eu gostei muito da série, achei bem feita e amarrada. Tem alguns episódios que eu acabei perdendo um pouco interesse, o quinto e sexto por aí, porque trazem um outro "vilão" e a narrativa se perde do casal principal. A Beck na verdade está cercada por gente bem perigosa. Mas no fim volta a ser os dois e me prendeu novamente. Sobre o final. É uma baita reviravolta, confesso que me irritou muito, mas foi uma jogada de mestre e algo totalmente inesperado. Sério, eu nunca imaginei que poderia acabar assim.

Vale a pena assistir, são 10 episódios de mais ou menos 45 min e a segunda temporada já foi confirmada. A série é baseada no livro de mesmo nome da autora Caroline Kepnes e que foi lançado no Brasil pela editora Rocco. A segunda temporada será baseada na continuação Hidden Bodies, que não foi lançada por aqui.

ALGUNS LIVROS CITADOS NA SÉRIE

- Frankenstein;
- Dom Quixote;
- O Mágico de Oz;
- O Conde de Monte Cristo;
- O morro dos ventos uivantes.

Um comentário:

  1. eu adorei a serie, adorei as referencias a livros e autores e olha eu sou team Joe viu hahaha a beck é uma chata e aquele povo que a cerca entao pior ainda

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