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O Peso do Passado

16.1.19

O Peso do Passado || Estreia em 17 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


No passado, uma policial se infiltra em uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e roubo a bancos. O objetivo inicial é reunir provas suficientes para prender os líderes da gangue. Porém, o plano é frustrado. Nesse contexto, a policial Ering Bell (Nicole Kidman) se vê envolvida em diversos níveis com os comparsas criminosos. Cerca de 20 anos depois, a policial, entregue ao alcoolismo e à depressão, não é capaz de resolver suas questões mais profundas.

A diretora Karyn Kusama nos entrega um drama policial que acompanha a detetive Erin Bell. A personagem explicita todo o peso que o título do filme nos indica. Trata-se de uma mulher cujo lastro do passado produz uma série de consequências na vida cotidiana e também emocionais que jamais foram superadas. Esse peso é o grande protagonista, pois está evidente na transformação estética de Nicole Kidman, que está irreconhecivelmente acabada e desgastada.


De início, imaginei que muito desse peso experienciado por Kidman ficaria por conta da maquiagem. Todavia, a atriz nos entrega uma expressão completamente carregada a qual podemos observar em sua forma frágil de andar e até mesmo de olhar. E por falar em seu olhar, muitas vezes ela sequer vira o pescoço, usando apenas o movimento dos olhos, tamanho é o desgaste.

Há algumas perguntas sem respostas para o filme. Não dá para compreender, por exemplo, como Ering Bell permanece na corporação após alguns fatos ocorridos e, especialmente, diante de seu estado de saúde físico e mental. A trama conta com uma narrativa que vai e volta no tempo, um recurso muito comum no cinema, e que aqui funciona bem. O conflito inicial proposto no filme é facilmente resolvido, mas não chega a ser óbvio e é capaz de surpreender de maneira satisfatória o espectador.

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