Slider

Máquinas Mortais

9.1.19

Máquinas Mortais || Estreia em 10 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


O filme se passa nos anos 3 mil, num futuro distópico onde grandes cidades são construídas sob máquinas capazes de se deslocarem de um lugar para outro. Essas cidades são uma versão futurista dos reinos da idade média que disputavam poder entre si. No centro da trama está a cidade de Londres cujo um dos líderes é o vilão Thaddeus Valentine (Hugo Weaving ), que busca conquistar um lugar de primazia mundial através do uso de uma arma letal.

O drama fica por conta da protagonista Hester (Hera Hilmarsdóttir) que deseja se vingar de Valentine pelo assassinato de sua mãe. Seu par romântico Tom (Robert Sheeran) faz o típico mocinho bondoso que, em um ambiente hostil, ainda demonstra esperança e humanidade. Praticamente todo o drama que o filme traz se concentra em Hester, deixando os outros personagens sem tanta relevância. Isso afeta o equilíbrio da narrativa. Há também questões dramáticas entre o vilão e sua filha Katherine (Leila George D‘Onofrio), mas são exploradas de forma muito superficial.

Senti falta de mais complexidade e ambiguidade na narrativa. Houve uma tentativa de trabalhar alguns conceitos como liberdade, poder e humanidade. Todavia, os temas eram lançados de forma simplista sem a devida abordagem. Reflexões filosóficas permitem ao filme mais profundidade e, enquanto obra de arte, maior potencial de tocar o público. Mas aqui isso não aconteceu.


Visualmente, o filme é robusto como excelentes efeitos visuais. A ideia da construção de mundo com cidades móveis é inusitada e inovadora. A parte técnica no âmbito estético atende a sede de olhos ávidos por imagens impactantes, mas o roteiro, a montagem e a edição se desequilibraram durante a combinação. Algumas cenas acontecem rápido demais ao ponto de deixar o espectador perdido em meio a tantos cortes em um curto espaço de tempo. O final é previsível, mas é capaz de agradar o público que espera por recompensas convencionais.

Viva a diversidade! 

Um ponto muito relevante que acho importante destacar é o compromisso da equipe de casting em selecionar atores de várias origens diferentes. O elenco possui pessoas negras, asiáticas, indianas, homens e mulheres proporcionalmente distribuído nos papéis. A questão da diversidade é uma pauta cada vez mais presente em Hollywood e a prova que o tema não fica apenas nos debates são filmes como estes, cuja diversidade se faz presente do inicio ao fim.

Um comentário:

Theme Designed By Hello Manhattan

Your copyright

Seja Cult - Todos os direitos reservados.