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Creed II

24.1.19

Creed II || Estreia em 24 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Consagrado como campeão mundial, o lutador Adonis Creed (Michael B. Jordan) atende aos apelos da plateia que deseja uma luta decisiva com aquele que poderia ser o seu pior inimigo: Viktor Drago (Florian Munteanu). Os conflitos entre aceitar ou não a luta são logo resolvidos, o trailer já mostra isso. Agora, Adonis Creed precisa conquistar o apoio daqueles que o cercam e, principalmente, de seu treinador Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

O objeto principal da narrativa é a luta. Todavia, a motivação filosófica da obra está voltada para uma questão central: por que lutar? O tema é empático e faz suscitar em nós, espectadores, essa mesma questão. Afinal, diante dos desafios da vida, o que nos move a enfrenta-los? O protagonista Adonis Creed apresenta diversas motivações. Em certos momentos ele é movido pelo ego, orgulho e até imaturidade. Mas conforme as experiências vivenciadas pelo personagem vão progredindo, o desejo de lutar ganha razões genuínas e isso nos faz seguir com ele e torcer por ele até o final.


Os antagonistas Viktor Drago e Ivan Drago (Dolph Lundgren) estão tomados por um desejo visceral de vencer. A vitória para eles viria com gosto de vingança. Além disso, Ivan Drago deseja recuperar o prestígio que tivera no passado. O roteiro peca no desenvolvimento do vilão, não explorando outras camadas que poderiam surgir como mais um ponto de tensão na trama. Suas razões para vencer a luta são superficiais. Durante as cenas de luta, a escolha de planos não é nada ousada. A direção mais assertiva nos planos de luta e ritmada e equilibrada que assistimos no primeiro filme não está mais presente. O diretor Steven Caple Jr. apresenta apenas o trivial, dando a impressão que, desta vez, foi preciso contratar um diretor mais “baratinho”.

Todavia, é de arrepiar quando vemos Stallone na tela novamente. A nostalgia e a sensação de estar matando a saudade é enorme. Muitas cenas me fizeram chorar. Me lembrei de minha mãe, que já não está mais aqui, esperando ansiosamente para ver a luta dramática de Rocky Balboa. A gente, de fato, compra o drama da história. Eu comprei, pelo menos. Para aqueles que, assim como eu, cresceram assistindo as lutas de Rocky Balboa é uma prazerosa e saudosa visita ao passado da infância ou adolescência. Só que agora, com o nosso velho Stallone no papel do guru sábio.

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