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Boi de Lágrimas

23.1.19

Boi de Lágrimas || Estreia em 24 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Uma jovem maranhense resolve sair da apatia política para se envolver nas manifestações pelos direitos dos trabalhadores em sua cidade, São Luiz. O filme, dirigido por Frederico Machado, é uma obra experimental. Não há nada de convencional. Não há nada que você já está esteja acostumado a ver nas obras de do cinema tradicional para grades audiências. É isso mesmo.

A proposta do diretor é realmente quebrar as regras usuais para transmitir em sua obra um jeito novo de contar uma história crítica á política vigente no Brasil. O filme é majoritariamente político. Trabalha com perspicácia o cinismo dos representantes brasileiros e faz um paralelo entre os discursos políticos históricos que revolucionaram os modos de fazer política do século XX até os discursos mais recentes e uma ação individual de sua protagonista de se envolver em manifestações. Não fica claro qual é a história principal.

Temo duas histórias concorrentes, a da política e a da garota, que se encontram em um dado momento do longa. Definitivamente este não é um filme de entretenimento escapista de estrutura e forma narrativa tradicionais. É uma obra contemplativa que merece ser vista por cinéfilos ou estudantes de cinema. Trata-se de uma outra experiência da estética fílmica. Não é um filme para quem deseja apenas se entreter, mas refletir e estudar o cinema experimental.

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