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A Favorita

20.1.19

A Favorita || Estreia em 24 de janeiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Duas mulheres travam uma disputa pela atenção da rainha Anne (Olívia Colman). Uma é Abigail (Emma Stone), prima distante de Sarah (Rachel Weisz) que chega à corte em busca de uma... digamos “recolocação” na suntuosa vida nos palácios. Anos antes, sua família entrou em uma profunda decadência financeira levando-os a pobreza e a perda do acesso aos palácios reais. A outra, Sarah, é a mulher de confiança da rainha que já possui alto poder de influência em questões relativas à administração do reino. Entretanto, com a chegada de Abigail, Sarah vê seu prestígio e seu lugar privilegiado ameaçado.

A trama é sobre disputa de poder, afinal de contas a proximidade com a rainha eleva os mecanismos de negociação de qualquer um na corte. Os conflitos entre as três mulheres retratam muito bem como as relações de poder se estabeleciam no século XVIII. Mais do que isso, o diretor Yorgos Lanthimos nos leva a refletir sobre como o poder pode se materializar ainda hoje. Por um lado, temos os caminhos formais de negociação e por outro lado os caminhos oficiosos que nos mostram uma forte influencia nas decisões oficiais.


O filme nos transporta para os castelos reais do século XVIII. Sua estética é grandiosa e marcante. O trato musical também é impactante, aqui eu destaco o som diegético que trafega pelas cenas e anuncia sua presença logo no primeiro plano, triunfante. O diretor ousa bastante no uso de ângulos das câmeras quebrando padrões consagrados pelo cinema clássico. Normalmente, esse tipo de ousadia tende a causar um desconforto inicial porque, obviamente, estamos acostumados a uma forma tradicional de se fazer cinema. A mim gerou estranheza, mas não chegou a incomodar.

A obra chega ao Brasil com um lastro de prestígio. O filme levou duas premiações no Festival de Cinema de Veneza. Uma delas pela atuação de Olívia Colman, que interpreta a rainha Anne, uma personagem complexa que consegue ser sensível e apática ao mesmo tempo. O outro premio foi o de melhor produção concedido a Yourgos Lanthimos, um diretor em acessão. Ele já possui alguns trabalhos em sua bagagem e neste filme faz aquilo que chamamos de “dramédia” a mistura de drama com comédia. É um bom filme e vale o ingresso. Divirtam-se!

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