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23/10/2018

A caminho do Azul Sereno || Veronica Rossi - Never Sky #3


No final da resenha de Pela noite eterna eu comentei que queria ler os dois contos que fazem parte dessa trilogia antes de ler o final dela. Mas quando eu peguei o livro não resisti e comecei a ler, ainda mais que estava de ressaca literária e já tinha começado duas leituras que não foram para frente. O aviso de sempre quando se trata de continuações de série, essa resenha pode ter spoiler dos livros anteriores. A caminho do Azul Sereno será uma corrida contra o tempo e em busca de um lugar onde não exista o Éter. Eu sempre tenho dificuldade em explicar o Éter para vocês, mas é como se fossem tempestades de fogo. Elas queimam, destroem, o que tocam e torna a terra inabitável. Essas tempestades não aconteciam com tanta frequência como agora, por isso a busca pelo Azul Sereno é uma questão de sobrevivência.

Esse lugar é a única opção para Forasteiros e Ocupantes, um lugar em que o Éter não existe é a possibilidade de um recomeço. Nos dois primeiros livros conhecemos Ária e Perry. Ela uma Ocupante que foi expulsa do núcleo que vivia, e ele um Forasteiro que vive do lado de fora. O caminho dos dois se cruza, eles aprendem um com o outro e se apaixonam. No segundo livro os dois vão unir forças contra o líder de um grupo de Forasteiros que quer ir só com a sua tribo para o Azul Sereno. É como se fosse ter uma seleção, eles só conseguem transportar um número determinado de pessoas e o caos se instalasse por causa disso. Vai ter ação, intrigas, brigas, escolhas e morte, tudo o que um bom livro de distopia tem.
Por que era tão difícil unir as pessoas que ela amava e mantê-las em segurança? Por que ela não podia simplesmente passar um dia, um único dia, sem fugir, ou brigar, ou perder alguém?

O livro continua sendo narrado pelos dois personagens principais e o relacionamento da Ária com o Perry tem o amadurecimento final aqui. Eles já passaram por tudo, foram separados, perderam pessoas, e agora estão mais fortes do que nunca. A Ária vai começar a ter um liderança com o seu grupo de Ocupantes, que ela salvou no livro dois, e assumirá uma posição de destaque. Essa parte da convivência entre Ocupantes e Forasteiros é interessante porque mostra que a sobrevivência passa por cima de qualquer preconceito ou convenção. Um grupo vivia com toda a comodidade e tecnologia e o outro vivia na selva praticamente, com ações mais rudimentares. Quando o Éter acabou com os núcleos onde os Ocupantes viviam e a terra dos Forasteiros, eles precisaram se unir para sobreviver.

Esse foi o livro que mais tem ação dos três, até por ser a conclusão e ter a chegada ao Azul Sereno. A autora foi um pouco mais além disso, não é só encontrar o Azul Sereno é saber se ele é realmente esse paraíso que todos esperavam. E novamente uma reflexão interessante, esse lugar é uma terra sem dono, que seria dividida igualmente, mas Sable, o grande vilão do livro, não aceita e quer tudo para si. Parece que o ser humano não consegue viver não sendo o dono de todas as coisas, tendo o poder sobre outras pessoas. Ter um líder significa, nesse contexto, subjugar uma tribo a sua vontade, mesmo que isso passe por uma matança. Não era aceitável para o Sable ter outro líder, então ele faz de tudo para que nenhum outro sobreviva.
Nós vamos trazer o Cinder de volta. Vamos pegar as aeronaves e depois vamos para o Aul Sereno. Nós começamos isso juntos. É assim que terminaremos.

Como eu disse, Perry e Ária estão amadurecidos aqui. O romance vai continuar, como sempre, em segundo plano. Em nenhum livro a autora deu um espaço muito grande para isso, mas ele aparece e eu não deixei de sofrer e torcer por eles em nenhum momento. A distopia fala de sobreviver em um mundo hostil, onde os habitantes foram separados entre Ocupantes e Forasteiros, um protagonista pertence a um lado e o outro a outro. Os dois juntos vão unir esses habitantes e no meio disso teremos cenas de romance. O Roar está destruído nesse livro, mete os pés pelas mãos, mas eu não consigo não gostar dele e torcer para que a autora um dia revisite esse universo e de um livro para ele. Sei que tem o conto, mas foi antes do que aconteceu no livro dois.

Eu fui arrebatada por Never Sky desde o primeiro livro. Defendi e recomendei não sei quantas vezes e vou continuar fazendo isso. São livros que trazem a sobrevivência de um modo diferente, que dá para ver semelhanças com o mundo real, e personagens que te causam uma empatia esmagadora. Não são só os protagonistas, é o Roar e a Liv, é o sobrinho do Perry, a Brooke, Cinder... São vários personagens riquíssimos e que te fazem ter apego pela estória. Amei mesmo ler e quero sim ler os contos e fazer a resenha aqui para o site, não sei se por agora, mas vai acontecer. Me resta agora esperar que a adaptação desses livros saia do papel ou que a autora, como eu disse, revisite essa narrativa porque eu leria tranquilamente.
Todos nós temos potencial para fazer coisas terríveis, Soren. Mas também temos potencial para superar nossos erros. Eu preciso acreditar nisso. Do contrário, qual o sentido disso tudo?
Sob O Céu do Nunca - Never Sky - Livro 02
Veronica Rossi
Editora Rocco: Twitter/Facebok

Resenha dos outros livros da trilogia:
Sob o céu do Nunca
Pela noite Eterna 

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