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19/09/2018

O que de verdade importa

O que de verdade importa || Classificação: ★★★ (Bom) || Estreia em 27 de setembro de 2018
Texto: Alan David


Alec Bailey (Oliver Jackson-Cohen) tem uma vida enrolada, seja pessoal ou financeira, já que o negócio que administra em Londres está falido. Quando acontece a repentina aparição do seu tio rico (Jonathan Pryce), que é o único parente vivo dele, o rapaz recebe uma proposta inusitada, ter todas suas dívidas pagas se ele ficar um ano na pequena cidade de Nova Escócia no Canadá, cidade natal do seu parente. Ao aceitar, Alec conhecerá a veterinária Cecília (Camilla Luddington), que o ajudará a se adaptar e também o simpático Padre Malloy (Jorge Garcia, de Lost).

Só que o incrível, é que esse pequeno lugar vai confundir Alec com um curador de pessoas e mesmo tentando convencê-los do contrário, a repentina cura dessas humildes pessoas vai fazer Alec se assustar e questionar o que está acontecendo com ele. Com direção de Paco Arango e com 100% da bilheteria convertida entre sete instituições que cuidam de crianças com câncer no Brasil, esse longa tem a proposta de mostrar que a fé está cima de tudo.Uma atitude nobre, a produção não está ficando com nenhum centavo do que está sendo gerado nas bilheterias pelo mundo.


No Brasil não será diferente, tudo é revertido para Hospitais ou Institutos que prestam atendimento para crianças com ,seja os que dão ajuda clínica ou psicológica. Na pré-estreia exclusiva, o diretor Paco Arango explicou os motivos e falou sobre o empenho de todos para que esse projeto fosse realizado. No mundo todo o filme já gerou 70 milhões de dólares, agora é a vez do nosso país. Muito da ideia vem do veterano e falecido ator Paul Newman, que também prestava esse tipo de apoio. Além disso, Paco falou sobre uns efeitos que acontecem no filme que não foram por computador e sim pela natureza, usar o próprio cachorro nas gravações, entre outras pequenas coisas. Percebesse o quanto empenhado o diretor está com o projeto.

Vamos falar um pouco cinematograficamente dessa produção. O roteiro é bem tranquilo, aqueles de autoajuda onde muito se puxa para fé e também para a sensação de que tudo dará certo no final. Tem a história batida de redenção, no qual alguém que já está perdido na vida tem uma segunda chance em uma cidade pequena. Em alguns momentos tem falas e situações inocentes. Chama atenção o quanto o protagonista não quer ser o tal Curador e quando as coisas mudam também é enfatizado isso. A história toda bate em cenas prontas de pessoas com dificuldades e depois felizes. A trajetória de Alec é o que sobrevoa todas as situações da trama, sem exceção (nenhuma cena relevante é sem ele, se é que tem alguma cena sem ele de mais de alguns segundos).


Na maioria das cenas o ator principal não está bem. A atuação é um pouco dura, ele não consegue expressar com verdade o crescimento do personagem, seja em maturidade ou espiritual. Nada também que ficasse ruim, apenas deixa meio bobinho suas expressões. Em um projeto como esse, o fator maior é a solidariedade. Como história é bem basiquinha, apesar de ter algumas situações e conversas tristes, porque toca muito em uma doença pesada, câncer. Mesmo assim, tudo fica claro que vai dar certo no final, tudo rodando no básico. O que sobrepõe é a boa fotografia e ambientação, além da trilha sonora que também tem sua história.

Tudo em volta dessa doença, câncer, é terrível e a arrecadação desse longa vai ajudar os que cuidam das crianças com a doença. Quem puder ajudar vá, pois vai assistir um filme bonitinho e que mesmo puxando um pouco para o lado espiritual, entrega uma história positiva e com humor inocente. Ficou bom e quem for, vai ajudar a quem precisa.

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