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01/08/2018

Dezesseis #1 || Rachel Vincent


Dezesseis é uma distopia focada na perfeição e igualdade. No mundo criado pela Rachel Vincent, autora, todas as pessoas nascem com o mesmo DNA e já predeterminadas aos serviços que vão desempenhar nessa sociedade. Um número determinado de pessoas, e ai isso escolhido de acordo com cada atividade exercida, nascem com o mesmo rosto, porém, personalidades diferentes. É nesse contexto que vamos acompanhar a protagonista Dahlia 16. O número determina a idade e com o mesmo rosto da Dahlia 16 existem outras 5 mil garotas. Essa personagem, junto com as outras 5 mil, foi criada para ser agricultora. Só que ela tem desejos que são condenados por quem governa, ela quer se destacar das demais.

Nesse universo também existe a possibilidade do erro e retirada das pessoas. Se elas não seguem o padrão dessa sociedade, podem ser eliminadas, e se um delas apresenta um defeito, todo o lote com o mesmo DNA também é eliminado. Por isso que a Dahlia 16 tenta a todo custo deixar escondido a curiosidade que ela tem e essa vontade de ser melhor do que as outras, de se destacar, já que isso pode causar não só a sua morte como a das outras 5 mil meninas que são iguais a ela. Tudo começa a dar errado quando ela conhece o Trigger 17, um garoto que quebra as regras e desperta em Dahlia a vontade de fazer o mesmo.
A única forma de a sociedade funcionar de modo eficiente é mediante a divisão de deveres e pessoal em esferas distintas e independentes. Aprendemos isso antes mesmo de termos idade para andar.

Dezesseis é um livro pequeno, com menos de 250 pgs, e por isso a autora optou por ir direto ao ponto no enredo. Ela vai explicando as coisas a medida que os acontecimentos surgem. Como a Dahlia, que é a narradora, está descobrindo novas informações, nós também estamos. Então é um livro que as coisas acontecem muito rápido e que por muitas vezes essas informações não são bem explicadas. A grande parte é distopia, mas também tem romance. A Dahlia e o Trigger vão se envolver, vão descobrir como a paixão funciona, e essa é uma parte importante da narrativa, já que é o que ela sente por ele que move todos os acontecimentos.

Confesso que eu tive dificuldade em entender esse universo distópico. Eu peguei que as pessoas são fabricadas iguais, mas não entendi por que a questão da idade não é tão importante quanto o nome já que cada uma tem um nome diferente. A estória dá uma ideia de que no mundo todo é assim, as pessoas sendo fabricadas iguais e já determinadas a trabalhos específicos, mas no fim a Dahlia descobre que não é bem assim. A autora termina mais ou menos nessa parte, com a nossa cabeça cheia de especulação e sem respostas, também tem um cliffhanger bem bacana. Acontece que esse livro tem continuação, não pesquisei se faz parte de uma série ou não, o que eu sei é que a editora não deu sinais de lançar os próximos tão cedo.

Isso para mim acaba sendo um problema, porque quando a editora lançar, se lançar, eu não vou mais lembrar do enredo. Eu achava que Dezesseis era livro único. Então assim, se for lançado eu vou ver se vai valer a pena ou não, porque foi um livro que eu gostei, mas que não me marcou de alguma forma. Quem nunca leu o gênero eu acho que vai gostar bastante, vai ser um livro rápido e que vai te apresentar o que as distopias têm de interessante. Mas para quem já lê muito o gênero, pode ser que ache o livro um pouco raso e que também passe despercebido dentre tantos outros. Talvez a melhor definição para Dezesseis seja: bom, mas facilmente inesquecível.
É fácil seguir as regras quando você não tem a oportunidade de infringi-las.
Dezesseis - Em um mundo em que todos são iguais ela ousou sair do padrão
Rachel Vincent
Universo dos Livros: Twitter/Facebook

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