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02/07/2018

A luz que perdemos || Jill Santopolo


A luz que perdemos chamou minha atenção pela indicação da atriz Reese Witherspoon. Normalmente eu não leio livros assim, que fazem chorar, mas esse eu resolvi me arriscar por ela. Fiquei curiosa para saber o que a atraiu. O livro também é indicado para fãs de Um dia, que eu sou, e Como eu era antes de você, que eu não li mas conheço o enredo e sei como termina. Então se você ler essa frase na capa já sabe o fim do enredo. No caso desse livro a gente lê para saber como as coisas chegam no fim, porque o fim mesmo está explicito. Mesmo que você não tenha lido essa frase, nas primeiras páginas vai pegar o que vai acontecer.

O livro conta a estória de dois jovens que se conheceram no dia 11 de setembro, dia do atentando das torres gêmeas nos Estados Unidos. Quem tinha um pouco de idade nessa época, deve se lembrar do que estava fazendo quando isso aconteceu. O atentado marcou todo mundo, mesmo quem não era americano. Lucy e Gabe, ainda mexidos com as notícias e sem saber da dimensão do que isso envolvia, passaram um tempo de reflexão e atração. Quando esse dia é explicado, a Lucy comenta que tudo estava a flor da pele e eles simplesmente se renderam à celebração de estarem vivos e bem. 
Há algo na morte que faz as pessoas desejarem viver. Nós queríamos viver naquele dia, e não nos culpo por isso. Não mais.

A partir desse encontro eles se desencontram. O Gabe volta com a ex-namorada e Lucy segue a sua vida. Um tempo depois eles se reencontram e aí sim ficam juntos, pelo menos por um tempo. Acontece que o 11 de setembro provocou neles o desejo de mudar o mundo. Ela através da criação de desenhos animados para TV e ele com o fotojornalismo. Mas para Gabe, estar em uma única cidade não era suficiente. Ele precisava registrar a guerra que o Estados Unidos participava, Afeganistão. Cabe aos dois decidir o que é mais importante, o amor ou a profissão. Lucy anularia seus sonhos pelo Gabe? Gabe faria isso pela Lucy? A resposta é não. Aí os dois passam a se desencontrar até o fim do livro.

Mais do que me fazer chorar, que isso só aconteceu nas 10 últimas paginas, o livro me provocou uma grande reflexão. Tanto que quando eu terminei de ler fiquei com isso uns bons dias. A luz que perdemos fala de escolhas e consequências, mas mais do que isso, fala em viver com essas consequências. Não foi só escolher a profissão e seguir em frente, é viver dia após dias lembrando de um amor que a Lucy nunca conseguiu superar. E quando eu digo nunca é nunca mesmo. Ela é quem narra e a gente vê que tudo o que ela faz tem o Gabe no meio, uma comparação, um cheiro, um lugar, tudo faz ela voltar para ele.
O negocio dos caminhos é que às vezes você topa com eles de novo. às vezes você tem uma nova chance de trilhar a mesma estrada.

Dai é onde o livro foi mais reflexivo para mim. Todas as escolhas geram consequências, mas até hoje eu não tive que lidar com uma tão grande assim e eu comecei a me colocar no lugar da Lucy. Eu, como uma romântica, teria me adaptado ao Gabe. Ela não quis fazer isso porque ele não teria feito o mesmo por ela e nessa de ninguém ceder, os dois foram felizes pela metade. O Gabe na verdade foi bem infeliz e esse personagem partiu meu coração. Ele se dedicou totalmente ao sonho e no fim ficou completamente sozinho. Era um cara sem amigos, namorada, a mãe morre num determinado momento e ele fica sem ninguém com quem contar. Só com a Lucy.

A grande tristeza do livro não é o fim, é o viver depois disso. A esperança da Lucy era que eles se reencontrassem, em outras circunstâncias, e pudessem continuar sua estória. Mas a Lucy casa, tem filhos e a vida vai ficando mais difícil. O enredo não tem um final feliz. Como eu disse, dá para perceber logo de cara ainda mais que a autora colocou a Lucy para narrar adiantando que algo deu errado. A gente acompanha os dois se conhecendo, ficando juntos por um tempo e depois se desencontrando para sempre. O fim é triste porque o amor não venceu e as circunstâncias também são complicadas, mas a reflexão valeu totalmente a pena. É um livro real, que você se identifica fácil e torce para dar tudo certo mesmo sabendo que não vai dar.
O amor faz isso. Faz você se sentir invencível e infinito, como se o mundo inteiro estivesse à nossa disposição, tudo pudesse ser conquistado e todo dia fosse repleto de maravilhas. Talvez porque nos abrimos para alguém, nos deixamos penetrar pelo outro. Ou talvez amar seja se doar tão profundamente a outra pessoa que o coração da gente se expande.
A Luz Que Perdemos Duas vidas. Dois amores. Uma escolha.
Jill Santopolo
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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1 comentários:

  1. Adorei sua resenha!
    Concordo com tudo que você citou e deve ter sido horrível para Lucy viver após tudo que aconteceu naquele final. É um livro de partir o coração com esses desencontros e como tudo acabou.

    Beijos,
    Blog PS Amo Leitura

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