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21/06/2018

Mary Shelley

Mary Shelley || Estreou em 10 de maio de 2018


Quando foi divulgado no ano passado as primeiras imagens de Mary Shelley, um filme que centraria no casamento dela com Percy Shelley e no desenvolvimento de Frankenstein, eu fiquei louca para ver. A autora me é conhecida apenas pelo livro mais famoso, mas lembro de ter estudado um pouco da sua vida e outros textos dela quando fazia literatura inglesa na faculdade. Já me chamava a atenção o fato dela ter escrito um livro com temas tão grandes e pertinentes e ser tão jovem quando fez isso, ela tinha 18 anos na época. Esse é um filme que infelizmente não vi nada sobre ser lançado nos cinemas daqui e nem nos serviços de streaming.Então vamos lá!

O filme vai contar a história de Mary Wollstonecraft Godwin com 16 anos, que foi mais ou menos a época que ela conheceu o Percy Shelley. Ela já tinha uma veia de escritora desde muito pequena, pois seu pai era filósofo e a mãe, que morreu quando ela nasceu, feminista. Ambos já tinham trabalhos publicados e eram reconhecidos por isso. Acontece que a Mary sempre viveu à sombra dos dois, sem a sua própria voz como o pai dizia. A Mary também tinha uma fascinação pelo mundo sobrenatural, que depois acabou ganhando o nome de gótico. Ela lia livros sobre fantasmas, anjos e passava uma parte de seu tempo no cemitério.


Os pais da Mary, a mãe principalmente, eram muito liberais. A mãe mesmo casada teve outras paixões, o pai acabou casando novamente e a Mary cresceu sem convenções da sociedade, só pensando em fazer o que desejava. Tanto que, quando ela descobriu que o Percy Shelley já era casado, ela largou tudo e foi viver com ele. O filme mostra como eles se conheceram e como ela ficou encantada pelo escritor principalmente, pelas palavras dele mais do que pelo homem. A Marty virou uma espécie de editora dele em paralelo com a tentativa de escrever seus próprio trabalho. Confesso que me chocou um pouco o fato dela ter feito isso, ficado com um homem casado.

O filme também vai contar como ela escreveu Frankenstein. A Mary tinha bastante interesse em ciências e quando o galvanismo foi descoberto, reações físicas através de correntes elétricas, e apresentado para ela, isso ficou em sua cabeça. O enredo foi criado a partir de um concurso que o Lord Byron fez numa viagem em que ela estava e chovia muito. A Mary teve um sonho com raios e dai veio a ideia. O público recebeu muito bem Frankenstein, mas a primeira edição foi publicada como anônimo, pois muito atribuíam o livro a Percy. O pai da Mary conseguiu em uma segunda edição que o nome da filha aparecesse na capa.


A Elle Fanning interpretou Mary Shelley e Douglas Booth deu vida a Percy Shelley. Eu gostei da atuações dos dois, como casal eles tem química e representaram bem esse amor pouco convencional. O Douglas deu vida a um Percy beberrão, impetuoso e irresponsável, assim como a maioria dos escritores clássicos. A Elle representou uma Mary espirituosa e viva, que sabia que a época em que vivia era atrasada demais para ela. As cores do longa são bem sombrias, escuras e remetem a Londres e Escócia no inverno. Não tem música marcante e os lugares, ou fotografia, são bem bonitas. Os campos da Escócia com seu tom verde escuro ficou bastante interessante.

O filme me incomodou apenas nos cortes. Algumas cenas tem suas sequências cortadas de forma abrupta e vão para outras que não tem nada a ver com o que se estava acontecendo antes. Fora isso foi um filme que eu gostei muito, focado na autora e que não deixa o seu marido se sobrepor a ela. Não é a Mary mulher do Percy autor de sucesso. É Mary a autora de Frankenstein, um dos melhores livros já escritos. Então para conhecer a autora e o que a inspirou a escrever esse clássico que atravessa tempo e geração, vale procurar para ver. Fiquei bastante interessada em outro autor apresentado no filme, John Polidori, que escreveu o livro O Vampiro e deu origem a esse ser dos livros de fantasia e ficção. Acontece que o livro foi associado a Lord Byron, que fez muito sucesso com ele, e John se matou pela pressão de não conseguir provar que ele era o autor.

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1 comentários:

  1. Genial! Para mim foi a melhor do gênero. Sua historia é muito fácil de entender e os atores podem transmitir todas as suas emoções. Acho que o elenco sempre é importante. Adorei a participação de Ben Hardy, é um ator multifacetado, seu papel é muito divertido e interessante. O vi também em Homens de Coragem, é muito bom. É interessante ver um filme que está baseado em fatos reais, acho que são as melhores historias, porque não necessita da ficção para fazer uma boa produção. Gostei muito de Homens de Coragem, não conhecia a história e realmente gostei. A história é impactante, sempre falei que a realidade supera a ficção, acho que é um excelente filme de drama . Super recomendo. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia, o elenco fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações.

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