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20/05/2018

Viva - A vida é uma Festa

Viva - A vida é uma Festa || Estreou em janeiro de 2018


Depois de ver Viva - A vida é uma Festa a primeira coisa que me veio na cabeça foi: Por que não vi esse filme no cinema? Acho que estava passando outra coisa na época e eu acabei não vendo. O bom é que esse erro foi corrigido e pude ver uma das melhores animações que vi nos últimos tempos. Sim, tudo o que todo mundo estava comentando era verdade. Todos os elogios. Mas se você ainda não viu, ou está lendo essa crítica para saber o que achei ou até mesmo relembrar, vamos do começo. Viva - A vida é uma Festa se passa no México, mais especificamente no Dia dos Mortos no México.

Essa é uma data comemorativa famosa e é o momento que os mexicanos relembram seus mortos. O nosso Dia de Finados, mas muito mais animado. Lá não tem choro ou silêncio, eles relembram com musicas pelas ruas, pessoas fantasiadas com as famosas caveiras e oferendas. Eles acreditam que os mortos visitam seus parentes nesse dia. A estória do filme se passa nesse contexto. Miguel é um garoto que ama música, mas por causa do seu tataravô, que deixou a família para ser musico, todos da família odeiam música. Ele é muito fã de um cantor mexicano Ernesto de la Cruz e quer seguir seus passos, mas a família é contra.


No Dia dos Mortos Miguel fica preso no mundo dos mortos, pois nesse dia o véu entre os dois mundos se aproxima. Para que ele volte para o mundo dos vivos, seus familiares precisam abençoá-lo. Só que a avó, que foi abandonada por seu tataravô, fará isso com uma condição: que ele abandone a música e é onde a aventura começa. Apesar de falar do mortos, o filme é muito vivo, cheio de cores e alegria que é como os mexicanos lidam com o assunto. É tudo bastante vibrante, e o drama familiar e os momentos difíceis que o Miguel passa, também são envoltos nas cores mais quentes e marcantes.

Se fosse só um filme que falasse do México sem ser bom, as pessoas diriam que era só um filme para promover o país. Mas Viva - A vida é uma Festa é sobre a cultura mexicana e é muito bom. O Miguel passa por aquele dilema de ter que seguir o que a família deseja e abrir mão dos próprios sonhos. No fim ele tira a lição de que a família é importante sim, mas o que você quer também é. A família aqui é no sentido de sangue, mas eu trago para a minha vida família no sentido de qualquer pessoa que está ao seu lado quando você precisa, que te apoia. Tem muito parente que mais parece inimigo e tem muito amigo que faz por você o que parente nenhum faria. A família é importante, independente de ser de sangue ou não.


Eu chorei vendo esse filme, mais para o fim então, eu estava com meu rosto inchado. É impossível não se envolver com o contexto de lembrar os mortos para que quem ele foram não seja esquecido. Daí eu lembrei de quem perdi e chorei mais um pouco. Ser lembrado também é importante para o filme, pois aqueles que são esquecidos desaparecem no mundo dos mortos. O Hector, melhor personagem do filme, não consegue visitar seus familiares por causa disso. Ele não é lembrado por eles e corre o risco de desaparecer. Esse personagem emociona muito, a família se esqueceu dele e quantas pessoas, na vida real, também não são esquecidas?

Não posso dizer que Viva - A vida é uma Festa foi uma surpresa porque eu já sabia que todo mundo tinha gostado. A surpresa foi o enredo tratar a morte com a importância que ela tem para as crianças. Adultos sabem que todo mundo vai morrer, mas comentar isso com os pequenos é uma tarefa complicada. Para os adultos fica a lição de aproveitar a vida e cuidar de quem está vivo e depois lembrar do que já se foram. E em relação à música eu também amei. São emotivas, teatrais e com aquela pegada dançante. Uma última coisa, vou ver Festa no Céu e depois comento o que achei.

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