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02/05/2018

A Verdade Sobre Amores e Duques || Laura Lee Guhrke


A editora Harlequin, além de investir em livros formato livraria, está investindo em novas autoras para os seus romances históricos. Enquanto outras editoras lançam um monte de séries da mesma autora, parece que a Harlequin vai por outro caminho. Isso é só para dizer que eu nunca tinha lido nada da Laura Lee Guhrke e depois de A verdade sobre amores e Duques, só posso dizer que quero ler tudo dela! O livro começa com o Henry Cavanaugh, duque de Torquil, as vésperas de ver o nome da família envolvido em um escândalo. A mãe, viúva, se apaixonou por um pintor e mandou uma carta pedindo conselhos para Lady Truelove, colunista em famoso jornal de Londres.

Tendo o conselho em mente, a mãe de Henry foge para se casar, e cabe ao duque tentar remediar esse escândalo. Querendo conhecer a pessoa por trás dessa confusão, Henry conhece Irene, a Lady Truelove. Logo de cara eles não gostam um do outro, se desentendem sobre o papel das mulheres e dos duques. Ele quer vingança e por isso compra o jornal com a intenção de forçar Irene a convencer a mãe de que esse casamento será um desastre para a família. Irene então vai para a casa do duque para ficar perto da mãe dele, mas também acaba conhecendo o próprio duque. Por baixo de todas as regras e dever, existe um homem ardente que quer ser amado.

Tudo que vira naquele homem indicava uma personalidade intransigente, até mesmo impiedosa. Ele era severo, antiquado e obstinado em excesso. Mas, de repente, Irene sentiu como se tivesse capturado um relance de algo diferente espreitando por debaixo daquilo tudo, algo contrário a tudo o que sabia sobre o duque. 


O que eu mais achei diferente nesse livro é que os diálogos aqui são muito inteligentes e os personagens interessantes. A Irene é uma jornalista no séc 19. Uma mulher que administra os negócios da família, tem sucesso nisso e ama o que faz. Ela e o Henry tem várias conversas sobre o papel da mulher dentro da sociedade. Na verdade, ela é uma sufragista e luta pelo direito de voto da mulher. Tem uma conversa entre os dois que ela argumenta sobre isso; o Henry pergunta que diferença faria elas votarem e a Irene argumenta lindamente sobre o destino de cada ser humano ser uma escolha dele, independente de ser homem ou mulher.

O Henry tem um segredo e esse segredo é uma coisa que eu comentei na resenha do romance histórico passado que li. Ele tem bagagem, uma história, assim como qualquer pessoa e que muitas vezes as autoras esquecem de colocar. Nem sempre as pessoas vem virgens, sem amar ninguém e a espera do primeiro amor. Li muitos romances nesse tom e agora tenho percebido um amadurecimento no gênero, protagonistas mais velhas, que já foram casadas, tem filhos, se desiludiram e agora estão em busca de uma segunda chance. Isso me agrada imensamente, confesso que os moldes de antes estavam me cansando um pouco.

A despeito do atrevimento daquele último comentário, o ressentimento de Irene era palpável, e Henry se perguntou se, além de ser mascate de jornais, sufragista e solteirona, ela também era marxista.


Como eu disse, o romance aqui não será à primeira vista, a raiva sim. Os dois vão se desentender bastante antes de começarem um relacionamento. Isso vai acontecer no 2/3 do livro, então a primeira parte será para ambientar o leitor no que é a Lady Truelove, o envolvimento da mãe do Henry com esse pintor, a intransigência dele em relação as regras... depois, com a convivência, um vai descobrindo as fissuras na armadura do outro. A Irene acaba propondo algo escandaloso para o Henry, que sendo muito certinho ele vai demorar um pouco a aceitar. Ali é onde a paixão vai mesmo acontecer e o final não termina em casamento.

A leitura é muito gostosa, divertida e a minha atenção ficou totalmente presa nas tramas. Queria saber como a Irene convenceria o Henry na questão do seu jornal, da mãe dele se ela conseguiria fazer ela voltar atrás, se o relacionamento deles seguiria o curso normal ou teria alguma reviravolta. Eu gostei muita da escrita da Laura e achei bacana ela ter colocado uma personagem atuante no feminismo e não só uma que fosse forte em suas atitudes. A Irene quer participar das manifestações e realmente fazer a diferença para as mulheres. Espero ansiosamente pelo próximo livro da autora, torcendo para me sentir surpresa, positivamente, com sua narrativa.

O sorriso de Irene se alargou, e Henry sentiu o calor penetrar nele, acomodando-se em seus ossos e provocando um prazer oriundo não apenas do desejo, mas de algo mais intenso e profundo que ele não tinha certeza se queria explorar. 

A Verdade Sobre Amores e Duques Querida conselheira amorosa... # 1
Laura Lee Guhrke
Editora Harlequin: Twitter/Facebook

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