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18/05/2018

A química que há entre Nós || Krystal Sutherland


Quis ler A química que há entre nós por causa das resenhas que li dele. Muitas pessoas recomendavam a leitura, falaram que era um dos melhores jovem-adulto do ano, favoritaram. Acabou que eu desejei ele no skoob e quando tive a oportunidade, solicitei para a editora. A leitura não foi como eu esperava e já conto o que aconteceu. O livro fala de términos de relacionamentos de um modo bem peculiar. Ele é narrado pelo personagem principal e masculino chamado Henry, um jovem de 17 anos que nunca namorou, nem se apaixonou. Como qualquer garoto, ele tem expectativas em relação a isso, mas também muito medo.

No começo do livro ele conhece Grace. Uma menina que, nas palavras dele, o fez se apaixonar por ela imediatamente. Acontece que a Grace não é uma menina comum. Ela é taciturna, anda com roupas masculinas, manca de uma perna e interage com poucas pessoas. O Henry tenta entender o que o atraiu tanto para ela e tem uma parte do livro que ele entende. Os dois vão se conhecer mais por causa do jornal da escola. Eles acabam trabalhando juntos e se envolve. Só que não é um envolvimento normal, a Grace guarda sentimentos sobre outra pessoa. Superar isso está sendo difícil e ela acaba puxando o Henry para a tempestade que é a vida dela.

Eu de alguma forma soube, naquele momento, que Grace Town era um pedaço de vidro com reentrâncias com o qual eu me cortaria de novo e de novo se me deixasse envolver. Que o caminho adiante seria marcado a ferro com tristeza e pesar e ciúme.


O grande problema desse livro, e o que me fez só amá-lo no final, é o começo cansativo. O inicio da estória é arrastado, eu lia um pouco e largava até pegar o ritmo dele o que foi mais ou menos na metade. É que os personagens são complexos e o livro não é raso como alguns desse gênero. Os diálogos são bastante interessantes, inteligentes e o relacionamento dos dois me instigou. Quando o livro me prendeu, li da metade para o final numa sentada. E olha, o final valeu totalmente a pena. Todos os desdobramentos e reflexões propostas, sobre amor e amizade, compensaram a leitura mesmo com o começo devagar.

Eu sempre acho curioso quando é o homem quem narra a estória, porque no fim das contas, pensamos mais igual do que diferente, pelo menos é o que eu acho. Aqui é o Henry quem narra e o livro é único, então não tem a parte da Grace, mas sabe que eu leria um livro sobre ela?! Principalmente para saber o que aconteceu com ela depois do Henry. O enredo de A química que há entre Nós é mais maduro do que os outros livros dessa faixa de idade que já li. O Henry lida com o relacionamento dele com a Grace com sofrimento sim, mas também muita sobriedade. Acho que nem eu, com meus quase 30 anos, lido com o que ele passa com tanta maturidade; aprendendo e seguindo em frente.

Naquela noite, Grace não era Grace; ela era efervescente, despreocupada, um personagem saída de livro.


O grande trunfo desse livro é tratar os sentimentos que um adolescente, e todo mundo, sente quando passa por um término com seriedade. Em nenhum momento a autora desdenha da dor deles e trata isso com a grandeza e passagem que merecem. Sim, dói terminar com alguém. Você sofre, chora, deixa marcas na vida da outra pessoa e também fica com algumas, mas passa. Você segue em frente. A química que há entre Nós não é um livro que termina feliz e isso é maravilhoso. A vida é maravilhosa exatamente por seus altos e baixos e os contos de fadas ficarem apenas na imaginação.

A vida seria tão chata se fosse tudo perfeito e tem um monte de livro por aí para provar isso. Aqui o enredo mostra uma lição, o aprendizado que perder alguém traz para a nossa vida. Ficamos diferentes de alguma forma depois de algo assim, e o Henry percebe isso só no final. O final vale a leitura porque é justamente nesse momento que o Henry entende isso, que ele reflete e aprende. Claro que descobrimos o que a Grace esconde e isso só completa mais o enredo. Vale dizer também, que o livro é cheio de citações a filmes, séries, programas, livros e que não peguei tudo, mas peguei algumas coisas.

Histórias com finais felizes são só histórias que não acabaram ainda. 

A química que há entre Nós
Krystal Sutherland
Globo Alt: Twitter/Facebook 

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