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23/04/2018

Uma proposta e nada mais || Mary Balogh - Clube dos Sobreviventes #1


Eu conheço a Mary Balogh de outros carnavais e gosto bastante da autora, porque ela costuma fugir do que as outras autoras de romances históricos faz. Aqui, nessa série, não foi diferente. O Clube dos Sobreviventes é sobre sete homens (ou quase) que se reúnem de tempos em tempos para estreitar as amizades. Hugo Emes é um desses sobreviventes e durante um passeio na praia acaba conhecendo a jovem viúva Gwendoline, lady Muir. Ela se machuca e passa uns dias na casa que Hugo está hospedado. Hugo e Gwen não possuem nada em comum. Ele é um homem simples, que precisa de uma esposa para ajudar a irmã a entrar no alto circulo social de Londres.

Gwen é viúva e já sofreu nas mãos do falecido marido, então casar pela segunda vez não está nos seus planos. Se bem que depois de anos sozinha, pode ser uma boa ideia ter companhia. Mas Hugo não, pelo menos Gwen pensa assim no começo; a convivência faz nascer a atração. Gwen muda aos poucos o jeito sisudo de Hugo, a reclusão dele por causa da guerra. Hugo dissipa a solidão que Gwen começa a temer e coloca diante dela novos desafios, envolvendo sua baixa posição social. Os dois se acertam, mas não deixam de ter medo desse novo sentimento que ambos não queriam sentir.

Ninguém merece, mas ao mesmo tempo, todos nós somos dignos de amor. 


Esse livro, a série acredito eu, tem dois pontos muito interessantes e que me agradaram imensamente. O primeiro deles é que a protagonista é uma mulher mais madura e que já foi casada. Parece que evoluímos nesse quesito e os romances históricos pararam de focar nas jovens virginais que se apaixonam pela primeira vez, visto que o outros romance histórico que estou lendo tem um dos personagens que também já foi casado. Agradou-me porque traz mulheres encontrando o amor novamente, tendo uma outra oportunidade. Naquela época, século 19, era mais comum os homens se casarem novamente e as mulheres morrerem viúvas. Aqui isso já é diferente.

Outro ponto que gostei bastante é que os personagens que fazem parte do Clube dos Sobrevivente possuem algum tipo de doença ou deficiência ligada à guerra napoleônica. Não é muito comum livros com personagens deficientes, eu sempre comento isso, e essa trilogia parece que vai tratar disso. O Hugo possui estresse pós-traumático e Gwen manca de uma perna, então a autora acaba fugindo dos mocinhos perfeitos. Acabou que eu gostei muito desse livro justamente por ser mais real dentro do contexto de romances históricos. Ele acabou trazendo um relacionamento mais maduro, com questionamentos que pessoas de qualquer século passa, que é se permitir ou não ter um novo amor já com uma idade avançada.

O romance aqui não acontece nos moldes dos outros romances. Existe uma atração física e um desejo de ter companhia e isso acaba se transformando em amor e esbarra na questão de classes sociais, também abordado pela autora. O Hugo e a Gwen são diferentes, mas dentro dessas diferenças um cede aqui e o outro ali até que encontram um bom equilíbrio. O livro é envolvente, interessante nos pontos que divergem dos outros e me conquistou. Teve um ponto que eu não curti, que é o quão hesitante os protagonistas são em relação ao amor, mas eu acabei me pondo no lugar deles e entendendo que é difícil se dar segundas chances, então acabei passando por isso e dei 5 estrelas para ele.

A vida era um pouco como caminhar numa corda bamba fina e desfiando, sobre um abismo profundo com rochas pontiagudas e alguns animais selvagens esperando no fosso. Era perigoso, e empolgante.

Uma Proposta e Nada Mais Clube dos Sobreviventes # 1
Mary Balogh
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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