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09/04/2018

Rio Vermelho || Amy Lloyd


Eu tenho comentado que Rio Vermelho sai da minha zona de conforto porque não sou uma pessoa que lê thrillers, suspense ou terror. Só que de uns tempos pra cá, principalmente por causa dessa onda de livros assim, eu tenho me rendido ao gênero. Esse livro me chamou a atenção primeiro por ser a aposta do ano para a Faro, o livro tem saindo em vários veículos, está sendo comentando em praticamente todas as redes sociais, e segundo pelos prêmios que recebeu e tem pouco tempo que ele apareceu na lista dos mais vendidos da Veja. Então é um livro que todo mundo estava comentando e eu tive a oportunidade de receber como parceira, dai pensei "Por quê não?".

A palavra que define esse livro pra mim é bizarro; olha essa sinopse. Dennis Danson está preso há 20 anos pelo assassinato de uma menina em Red River, EUA. Sobre ele pesa ainda o desaparecimento de outras. Só que o caso de Dennis é famoso, algumas provas não são substanciais e paira no ar uma possível inocência. Isso atrai fãs para ele e sua estória, que vira livro, filme, documentário e série. A Samantha vive em Londres e conhece a estória de Dennis por um antigo namorado. Ela fica obcecada por ele, entra em grupos na internet que defendem esse possível serial killer e passa a trocar cartas com Dennis. Até que ele é solto e os dois se casam.

Mais tarde foi a vez de Lauren Rhodes desaparecer. Em seguida, Jenelle Tyler, Kelly Fuller, Sarah West. Desaparecidas, sem corpos, sem sangue. Como se nunca tivessem existido.


Isso é o começo do livro, então não se preocupem que tem muita coisa para acontecer. E fala se esse plot não é estranho? Nunca me passou pela cabeça que presos recebiam cartas, mas foi só pesquisar um pouco que encontrei várias matérias sobre o assunto. Pois bem, quando passa a viver com Dennis, Sam, que no fim das contas é a protagonista, percebe que pode ter tomado a decisão errada. Isso porque Dennis é instável, violento, omite fatos e a gente percebe que tem alguma coisa de errado com ele. Só que o interessante é que a Samantha também tem problemas e isso fica claro durante a leitura. Não é só a obsessão, é a instabilidade emocional.

O livro vai brincar o tempo todo com essa questão do Dennis ser realmente inocente ou não. Quando ele sai da cadeia é decretado a inocência dele, tanto que ele recebe uma indenização pelos anos perdidos e vira celebridade total. Passa a dar entrevistas, participar da divulgação do filme que trata sua vida e por aí vai. Mas é difícil para ele se reacostumar com a vida fora da cadeia, e fora isso, é difícil para ele esconder a sua personalidade fora da cadeia também. Ele é um personagem carismático e inteligente, que molda as pessoas ao seu redor para acreditarem em tudo que ele fala. Só que alguns ações dele deixam claro quem ele realmente é.

De repente, Sam se sentiu muito só, como se o homem com quem se casou nunca tivesse existido e ela tivesse acordado para uma vida que não reconhecia, no meio de uma história que não entendia.


Eu também comento que passei muita raiva com a Samantha, porque ela é tipo aquelas mulheres que morrem em filme de terror. Ela sabe que vai dar errado, mas mesmo assim vai. A Samantha percebe que tem algo de errado com o Dennis e mesmo assim segue o cara para onde ele vai, até que tem o desfecho. E aí envolve mais pessoas que não só o Dennis; o que eu estou comentando aqui é uma pequena parte da narrativa. Tem mais coisa acontecendo, que envolve outros personagens. E no fim eu gostei bastante de Rio Vermelho, não é um terror nem um suspense extremo, mas prende e acabou aflorando alguns sentimentos em mim.

Rio Vermelho Você confia em seu marido... Então porque está com tanto medo?
Amy Lloyd
Faro Editorial: Twitter/Facebook

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