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12/04/2018

Rampage: Destruição Total

Rampage: Destruição Total || Classificação: ★ (Ruim) || Estreia em 12 de abril de 2018
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak 


E mais um filme baseado em jogo! Dessa vez, baseado em um que se resumia a escolher um entre três diferentes monstros (Ralph, o lobo, Lizzie, o lagarto e George, o gorila) e sair por aí destruindo a cidade, regado a humor negro e sem levar a sério em momento algum. Contudo, deveria ser incrível, porém é chato! Temos aqui um filme genérico que pega apenas a parte "monstros gigantes" e o coloca em um invólucro sem criatividade ou nada que o torne interessante. Davis Okoye é um primatologista (Dwayne Johnson), um homem recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento.

Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora Okoye tenta conseguir um antídoto e impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global. O filme começa até interessante! Um experimento sendo realizado numa estação espacial, todos mortos, um rato gigante e a tensão de uma mulher tentando recuperar as amostras. Mas é isso, porque os primeiros 10 min de filme é rapidamente entendido que não será aquele o caminho que a história vai levar. Quando somos apresentados a Okoye, já é possível vislumbrar o que vem por aí.


Quando se escala Dwayne "The Rock" Johnson para um filme, se espera uma única coisa dele: Carisma. The Rock não é um grande ator, ele é carismático, divertido e faz qualquer cena ficar mais legal apenas porque ele está lá. Mas não, Okoye é um personagem que "não se dá bem com pessoas", ferido pelo que viu em seu passado. Definitivamente quem produziu esse filme não entendeu o que tinha em mãos. O filme tenta realmente se levar a sério em vários momentos em criar drama e cativar, mas falha miseravelmente. Okoye tem um drama pessoal, Dra. Kate Cadwell (Naomi Harris) tem um drama pessoal e tudo isso, é colocado com diálogos desinteressantes acompanhados por atuações ainda mais desinteressantes em cenas forçadíssimas.

No momento em que cada um fala para o outro seu background (há literalmente um momento onde os dois param e cada um fala todo o seu drama), Johnson parece se forçar para não rir ou não parecer envergonhado da cena. O filme ainda tenta encaixar uma corporação maligna comandada por dois irmãos capitalistas inescrupulosos. Tudo que acontece no filme é plano deles. Um plano burro e sem pé nem cabeça, mas um plano maligno. Um dos irmãos, Claire Wyden (Malin Åkerman) inclusive faz várias das frases clichês de vilões de novelas. Coisas como "ou você sai com a amostra, ou não sai" e "mas não nos importamos com eles, não é?" surgem aqui e acolá.


E como seria interessante se esse clichê todo fosse de maneira satírica, apresentando o humor que o próprio jogo de origem tem, e não uma tentativa real de criar vilões sérios. E chegamos à batalha final! Depois de muita baboseira, diálogos ruins e personagens mal escritos, ao menos parece que teremos uma boa batalha de monstro, no estilo Godzilla e Kong - Na Ilha da Caveira. Infelizmente não é isso que recebemos. A batalha final é ensossa como todo o filme, os monstros destruindo a cidade soa tão tedioso quanto o resto do filme, rugidos que deveriam ser ameaçadores só resultam em comentários como: "É só isso?". O longa passa tanto tempo com conversas sem sentido, história ruim e personagens mal escritos, que acaba não prestando atenção ao que deveria ser o foco: animais gigantes destruindo a cidade.

Inclusive, pela forma com a qual os animais agem, e como todos os personagens agem, tudo parece sério demais. No jogo original temos animais gigantes cartunescos fazendo expressões engraçadas e saídas de um desenho animado, no filme, monstros genéricos com uma explicação pífia. Rampage: Destruição Total falha miseravelmente em tudo que se propõe, em adaptar um jogo de premissa ridiculamente simples, não entender o ator que tem em mãos e em tentar contar uma história com personagens interessantes. Tudo parece ruim e, o pior, chato! Quando até mesmo um crocodilo e um lobo gigantes lutando contra o King Kong albino auxiliado pelo The Rock faz você querer dormir!

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