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08/04/2018

A Livraria

A Livraria || Estreou em 22 de março de 2018


Esse filme estreou tem uns dias e a crítica dele era para ter saído tem um tempinho também, mas com a cirurgia do meu pai só consegui me organizar para colocar essa crítica no ar hoje. Uma amiga, a Barbara, tinha visto esse filme na estreia e dito que eu, como amante de livros, tinha que assistir. Isso me deixou mais curiosa ainda e sim, quem gosta de livros, literatura, ler e ver um bom filme, precisa assistir A Livraria. Mas do que ele trata? Primeiro de tudo, ele é baseado em um livro da autora Penelope Fitzgerald que a Record lançou recentemente no Brasil com mesmo título.

O filme, e o livro, conta a estória de Florence (Emily Mortimer), viúva a muitos anos e leitora voraz que um belo dia decide abrir uma pequena livraria na cidade que vive. Tudo estaria muito bem se os moradores dessa cidade não lessem e uma das moradoras, importante figura nessa comunidade, não quisesse abrir um centro cultural no imóvel em que a livraria está situada. Florence vai enfrentar retaliações por parte de alguns moradores, mas a livraria vai prosperar, até certo ponto pelo menos. Vão armar algumas coisas para a livraria e todo o empenho de Florence pode ir por água baixo.


Para quem gosta de livros, não seria o sonho abrir uma livraria? O melhor desse filme é a protagonista decidir isso de uma hora para outra e conseguir. Claro que no começo da estória é comentado que ela sempre foi uma grande apreciadora de livros, mas a decisão de abrir um livraria vem de um belo dia que ela decide fazer o que gosta. E não vou mentir, eu já pensei em abrir a minha livraria com café, um espaço intimo e tranquilo para leitura e passar ótimos momentos. Por isso até que me recomendaram assistir o filme, porque associam logo que quem gosta muito de ler, e geralmente tem um blog literário, gostaria de trabalhar na área.

O filme não tem grandes acontecimentos nem reviravoltas, é uma narrativa calma, mais visual e silenciosa, onde a protagonista é a leitura. Tanto que tem uma parte do enredo que gira na duvida de Florence em comprar um lote do livro recém lançado chamado Lolita. Ela não sabe se os moradores dessa pequena cidade vão entender um livro como esse. Não comentei, mas o filme se passa em 1950. Quando a protagonista recebe uma cópia, tem algumas tomadas dela lendo e refletindo sobre o livro. Assim como tem o personagem Edmund (Bill Nighy), que descobre Ray Bradbury e se apaixona pelo autor e pede para Florence mandar mais livros dele.

Em relação a antagonista, interpretada pela atriz Patricia Clarkson, ela vai ser sutil em querer o imóvel que a livraria está, mas vai ser muito assertiva no que deseja e dai vai ter o desfecho que não vou comentar. Também tem uma narradora que a gente só descobre quem é no final e por falar no final, eu gostei. Achei um pouco simples demais, mas para um filme que preza mais pela sutileza até que combinou bem. Não sei se o final do filme e livro são iguais e sim, fiquei com vontade de ler o livro e descobrir se mais livros foram citados na narrativa. Esse filme está mais do que recomendado e para quem gosta de livros é um alento muito gostoso.

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