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28/02/2018

Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi || Hillary Jordan


Lágrimas sobre o Mississippi é narrado em primeira pessoa por diversos personagens que têm uma participação significativa na história e é dividido em três partes. Tudo inicia-se com o enterro de Pappy, um personagem que mais para frente nós conhecemos como um homem mesquinho, que odeia veementemente pessoas de cor. Então, regredimos alguns anos antes com a narrativa de Laura, uma personagem da cidade. Professora e considerada uma solteirona para se casar, quando Henry aparece em sua vida, ela acaba se interessando pela atenção recebida por ele e, embora não o ame, devido a situação, ela acaba aceitando ser esposa dele.

Laura vem a ter duas filhas com Henry e, mais tarde, é tirada de perto de sua família e do conforto de sua casa e levada para uma fazenda de algodão. Por um golpe, a casa que Henry havia adquirido para si e suas filhas, acaba sendo de outra família e Laura é obrigada a morar numa casa onde não há chuveiro, eletricidade ou qualquer um dos confortos com os quais ela estava acostumada. A partir daí, Laura se vê ressentida por ser a forçada a conviver com o pai de Henry, um homem nada agradável, e viver em condições tão difíceis. Mais do que tudo, ela se ressente em ver como seu marido cuida e ama aquelas terras ainda mais do que dela mesma.

Nessa história também temos Hap e Florence, dois empregados da fazendo, que têm três filhos, um deles é Ronsel, que serve no exército. Quando as filhas de Laura ficam gravemente adoecidas, Florence é a única salvação que encontram. Laura, vendo o quanto a mulher é prestativa, a contrata para que a ajude em casa e ambas chegam a criar um laço de amizade, embora nada que ultrapasse as barreiras impostas pela época entre brancos e negros. A história é recheada de assuntos. Temos a frustração de Laura por ter se casado com um homem que ela não amava, por medo de ficar sozinha, já que para a época era esperado que uma mulher se casasse, tivesse filhos e cuidasse da casa.

Temos a culpa de Jamie, irmão de Henry, que não consegue lidar facilmente com os horrores psicológicos que a guerra lhe deixou. Temos o próprio Henry que é aquele tipo de homem sério, que age com os princípios com os quais foi criado. E, por fim, temos o preconceito, que é o que permeia grande parte da obra. O livro é muito real e tocante. A escrita da autora desde a primeira página é daquelas que te prendem e você não consegue largar até ter terminado. É tudo escrito com tanta veracidade que você se sente não só como se estivesse lá, mas como se estivesse na pele dos próprios personagens. Eu amei o livro e as questões que ele traz. Estou louca para ver a adaptação! Indico que todos leiam e mergulhem nessa narrativa fascinante.

Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi
Hillary Jordan
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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