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02/01/2018

The Handmaid's Tale - 1ª temporada


Eu sei que o boom de The Handmaid's Tale foi lá no começo de 2017, mas eu só assisti essa série em dezembro passado e só agora também vim comentar sobre ela com vocês. Geralmente eu vejo as séries depois que todo mundo vê mesmo, com mais calma para analisar. Estavam me indicando muito essa série porque sou fã de distopias e essa além de ser distópica tem as mulheres no centro do enredo. Fora ser baseada no livro O Conto de Aia, da autora Margaret Atwood que a Rocco lançou recentemente.

A série foi filmada em 2016 e estreou no começo de 2017 no serviço de streaming Hulu, que não exibe no Brasil. A segunda série baseada num livro da autora é da Netflix, mas essa não. Então todo mundo que assistiu encontrou seus meios para isso e comigo não foi diferente. Parece que a Paramount Channel vai exibir a série por aqui, mas não encontrei nada no site deles sobre datas. A primeira temporada tem 10 episódios de mais ou menos 50 min e ela já foi renovada para segunda, depois do sucesso imenso que fez, inclusive ganhando premiações ao redor do mundo. Uma curiosidade para quem quer que a adaptação seja o mais parecida possível com o livro, a autora é consultada na produção dos episódios.


Mas vamos saber do que The Handmaid's Tale se trata para você que ainda não viu ou quer relembrar para a segunda temporada que estreia em abril. A série fala de um mundo onde a maioria das mulheres ficaram inférteis (a série não deixa muito claro o que provocou essa infertilidade, pelo que eu entendi está relacionado à mudanças genéticas por causa dos alimentos) e a Terra precisa ser repovoada. O presidente e políticos dos Estados Unidos são mortos em um atentado terrorista, e um grupo católico assume o poder. Nessa de assumir o poder, eles pegam as mulheres que ainda são férteis e as obriga a fazerem sexo com os membros do alto escalão dessa nova sociedade.

Parece meio louco, mas não é. Os episódios alternam entre passado e presente. O presente acompanha a Aia Offred, interpretada pela atriz Elisabeth Moss, que foi separada da filha e marido e forçada a ser Aia do comandante Fred Waterford, Joseph Fiennes, e sua mulher Serena Joy, Yvonne Strzechowski. Nessa nova sociedade as mulheres viram objetos e ficam completamente dependentes dos homens. Não existe mais livro, televisão, internet, diversão e nem nada do que conhecemos. Essa galera que está no poder usa o Bíblia para escravizar as Aias e as mulheres, porque mesmo as mulheres dos comandantes não tem livre arbítrio.


O que me impactou nessa série é que mesmo sendo um livro lá 1985, o tema é atual e a série se passa nos dias atuais. É como se hoje um grupo tomasse o poder nos Estados Unidos e conseguisse escravizar as mulheres. Como eu disse, não é loucura porque não acontece de uma hora para a outra na série. Você tem o momento do fim da comunicação, das mulheres sendo despedidas, delas não tendo mais conta nos bancos, da Constituição deixando de existir e por aí vai. É tão real que é assustador. Ainda mais quando você vê semelhanças com o que está acontecendo com o mundo hoje.

Por isso que mesmo sendo escrito lá atrás o tema é atual e veio em um momento bastante pertinente, se você parar pra pensar nos avanços que as mulheres estão conseguindo e como querem barrar isso. Eu terminei essa série tão empolgada, recomendando para todo mundo, que sério, quem ainda não viu veja. Ao finalizar eu fiquei uns dias pensando em tudo o que vi e com tanto medo de imaginar isso acontecendo... Não me aprofundei muito nos episódios para não estragar para quem ainda não viu, mas preparem-se para se emocionar, ficar em choque e pensativa por uns bons dias.

As atuações são incríveis, o visual é muito bonito com a neve branquinha e todas vestidas de vermelho, que aliás não foi escolhido a toa já que é a cor do pecado e da traição. A trilha sonora no fim dos episódios não poderia ser melhor escolhida. O episódio final termina de um jeito angustiante e essa série realmente foi uma das melhores de 2017.

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