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29/01/2018

A Forma da Água


A forma da água é o filme sensação do momento! A obra do diretor Guillermo del Toro tem arrebatado a crítica e recebido várias indicações aos principais prêmios e levado alguns também. Entre os indicados ao Oscar, ele foi o que mais recebeu indicações. Todo esse boom me deixou muito curiosa para ver. O trailer é encantador e o plot foi decisivo para me deixar alucinada. Na última sexta tive a oportunidade de conferir o filme na cabine de imprensa aqui de Brasília e estou sem palavras, faladas ou escritas, para contar o quanto estou maravilhada com a fábula incrível que é esse filme.

Do começo, né? Ambientado nos anos 1960, A forma da água conta a estória de Elisa, uma mulher solitária que trabalha como zeladora num laboratório onde experimentos militares e secretos são feitos. Em seu trabalho noturno, ela limpa um dos laboratórios que está uma criatura parte homem parte peixe. Elisa percebe a humanidade na criatura e começa a se comunicar com ele através da língua de sinais. Ela é muda e na convivência com esse ser aquático, Elisa se apaixona por ele. Embora tenha a aparência de um monstro aquático, a é inteligente e possui sentimentos e corresponde a Elisa.


O filme pode parecer estranho se você pensar nele racionalmente. Para não passar essa impressão, o que que o diretor fez? Tornou tudo mágico, deu uma aura de fábula adulta. É como se a gente tivesse assistindo um conto de fadas que fala de uma princesa que se apaixona por uma criatura parte humana, parte peixe. O filme é conduzido dessa forma, com toques de fantasia e realidade, com poesia e romantismo. Tudo é uma representação, é óbvio que o diretor quer passar uma mensagem com o filme e usou uma criatura fictícia para fazer isso. Assim como A Bela e a Fera e mais antigo ainda Eros e Psique. E o que eu quis dizer com adulto, é que o filme tem cenas de nudez e sexo.

A criatura do filme é um deus aquático venerado pelos índios da Amazônia. Sim, estamos no filme de Guillermo del Toro não só na criatura, como também na trilha sonora. A maquiagem desse personagem está incrível! O ator Doug Jones interpreta esse homem-aquático com gestos em alguns momentos e com ferocidade em outros. É uma criatura que está sendo estudada e passa por maus tratos, mesmo lembrando um homem ele também é um animal. Aproveitando que falei sobre a trilha sonora, ela maravilhosa, apenas. É uma mistura de instrumentos com canções antigas, tem um pouco de canto no filme assim como sapateado. O personagem Giles, interpretado por Richard Dale Jenkins, é o melhor amigo de Elisa e tem uma ligação forte com música e musicais.


As atuações estão um show à parte. Sally Hawkins interpreta a Elisa e passa um doçura misturada com solidão que doeram meu coração. Como ela não fala no filme, todas as suas expressões são marcadas para passar as emoções que ela deseja; e ela consegue. Octavia Spencer maravilhosa como sempre, e sendo o alivio cômico do filme. A personagem Zelda ajuda Elisa quando ela precisa e também nos faz rir durante o longa com tiradas ótimas. O grande vilão do filme é o personagem Richard Strickland, Michael Shannon, porque é ele quem determina o que vai acontecer com a criatura e a tortura enquanto ela está no laboratório.

Os personagens principais desse filme são uma muda, um gay e uma mulher negra em pelo 1960. São desajustados em uma época que não se permitia erros; são os destaques de um filme com 13 indicações ao Oscar. Isso sem levarmos em conta a criatura, que pode ter várias representações. A forma da água é um filme que fala para quem se sente diferente ou excluído; aquele que mesmo se sentindo assim, quer ter o seu final feliz. A narrativa do longa combina fábula, com trilha sonora aguçada, atuações sensíveis e romance tocante que transformam A forma da água em um filme imperdível.


*OBS #1: Guillermo del Toro está em praticamente o projeto inteiro. Ele criou a estória junto com Daniel Kraus, fez o roteiro e um livro. A Intrínseca vai lançar o livro por aqui e eu estou desejando MUITO essa obra. Acho que vai ser um complemento, com mais detalhes da mente brilhante do diretor, para um filme que já é maravilhoso.

*OBS #2: Quero saber se no livro tem mais sobre a criatura do filme, se o diretor tirou essa referência de alguma lenda amazônica. Procurei na internet para fazer esse comentário aqui na crítica, mas não encontrei nada sobre o assunto. Curioso, né? Fiquei pensando no quão pouco eu conheço do lendas do Brasil.

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1 comentários:

  1. Confesso que vi alguns blogs falando sobre o filme mas n dei atenção
    sorte que li sua crítica agora, pq tô bastante curiosa!
    Qro mt conferir!

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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