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12/01/2018

A Corte de Luz || Richelle Mead - The Glittering Court #1


Já vou começar a resenha de A Corte de Luz na sinceridade, ele não é um livro fácil. Quando eu li a sinopse dele e solicitei para a editora, achei que seria um livro mais simples sobre uma garota da nobreza que foge de um casamento para ter uma nova vida. Só que o livro é muito mais que isso e é preciso ter paciência para lê-lo até o fim e entender o que a autora está propondo. Ele conta a estória, e é ela quem narra, de Elizabeth Rothford, uma jovem condessa que se vê obrigada a casar com um homem que não deseja para manter as aparências. A família dela está em decadência e só resta para Elizabeth esse casamento arranjado.

Acontece que ela detestou o noivo e um pouco antes do casamento acontecer, um jovem vem a sua casa recrutar uma de suas serviçais para participar da Corte de Luz. Um internato que transforma moças humildes em damas para se casarem em Adoria, o Novo Mundo. Vendo aí uma possibilidade de escapar, Elizabeth decide se passar pela serviçal e vai no lugar dela para Adoria. Só que isso é apenas o começo da aventura. Em Adoria Elizabeth percebe que está completamente sozinha, lidando com a colonização e com um amor proibido, por Cedric, filho de um dos donos da Corte de Luz.

Como eu disse o livro é narrado pela Elizabeth, que é uma jovem condessa um pouco de nariz em pé no início do livro, mas que quando se depara com a realidade de ser uma empregada amadurece na marra. Ela é inteligente e sagaz, se vira e resolve os problemas que aparecem inclusive os de Cedric. Ele já é um rapaz que também busca liberdade, pois esconde um segredo que ameaça sua vida. Cedric é bom e leal, pensa no bem estar das meninas da Corte de Luz e deseja que elas façam um bom casamento, que sejam felizes. Ao contrário do pais que só pensa em dinheiro.

Todo aquele treinamento e cultura, o suposto aperfeiçoamento das nossas mentes, não significava nada enquanto éramos expostas naquela terra selvagem e julgadas somente por nossas aparências.


Por que esse é um livro complicado? A autora mudou os nomes das cidades, mas me parece que a estória é sobre a colonização dos Estados Unidos. É como se a Elizabeth saísse da Inglaterra para desbravar o Novo Mundo, na América do Norte. Quando ela chega lá, se depara com a dureza que é estar num lugar iniciando suas atividades e a falta de civilidade que situações extremas podem causar. Ela vai fazer coisas que nunca fez, como cozinhar, limpar a casa, costurar, junto com o Cedric ela faz trabalhos de mineração. Ou seja, é uma vida difícil. A extensão do livro atrapalha um pouco o desenrolar de tudo isso. São 400 pgs de uma aventura que requer disposição para ler.

Para mim houve um erro na classificação desse livro. Ele não é uma fantasia, ele é romance histórico que foca na aventura de uma jovem nobre que sai do seu país para tentar a liberdade em outro. O que daria ideia de fantasia é a parte religiosa. A autora criou uma nova mitologia para os anjos, seis bons e seis ruins. Quem cultua os seis ruins são considerados hereges e a pena para isso é a morte. Isso vai causar várias complicações para a Elizabeth, porque ela vai se envolver com um grupo que faz esse culto e está tentando que as autoridades aceitem a religião deles. Eu não considero isso fantasia, mas enfim.

O romance no livro começa nas primeiras páginas. Elizabeth se apaixona aos pouco por Cedric só que isso vai de encontro a Corte de Luz. Ela deve se casar em Adoria e pagar pelos custos da educação que recebeu. As meninas escolhem seus maridos, geralmente os mais ricos, e são vendidas para eles. A situação é um pouco glamorizada, mas é uma venda de mulheres. Elas consentem isso porque na teoria vão ter uma vida melhor do que tinham, já que antes elas eram empregadas e agora terão tudo do bom e do melhor. Quando a Elizabeth e Cedric decidem ficar juntos, é uma outra fase do livro, já que ele não tem dinheiro para pagar os gastos dela com a Corte de Luz.

Não me chame assim. Esse não é meu nome. Sou Adelaide. Essa é a minha vida agora, a vida que começou no dia em que lhe conheci.


Duas personagens em A Corte de Luz, que são importantes na aventura de Elizabeth, merecem atenção: Mira e Tamsin. As estórias dessas duas meninas andam em paralelo com a da Elizabeth, só que elas acabam não sendo finalizadas. Sendo o primeiro de uma trilogia, eu imagino que os próximos sejam dedicados a elas, talvez um livro para cada. Digo isso porque elas não tiveram final, inclusive a estória da Mira não tem desfecho; o segredo dela não é revelado. O romance da Elizabeth sim tem uma conclusão, com ela iniciando uma outra etapa no Novo Mundo.

Apesar de ter achado o livro extenso, eu gostei da leitura. Dei 4 estrelas para ele no skoob e pretendo ler as continuações. Eu gosto de romances que falam sobre as colonizações, porque geralmente elas mostram esse embate do nativo com o novo. Nesse livro tem isso também, os que chegam impõem a sua presença, cultura, religião e matam. O que a autora deixou de lado, e eu achei bom porque sempre me deixa mal ler sobre, é estupro e violência contra a mulher. Eu sei que existiu na época e já li livros que falavam sobre o assunto, mas a Richelle deixou isso de lado. Quem não desistir no meio do caminho ou tiver paciência para acompanhar a Elizabeth, encontrará um livro com bastante aventura e romance.

Você ainda é diferente de tudo que já vi, e é a primeira coisa em que penso quando acordo todas as manhãs... mas às vezes, bem, não tenho certeza se melhorei sua vida ou a tornei pior.

A Corte de Luz The Glittering Court # 1
Richelle Mead
Editora Planeta: Twitter/Facebook

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