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05/01/2018

120 Batimentos por Minuto

120 Batimentos por Minuto || Classificação: ★★★★ (Ótimo) || Estreou em 04 de janeiro de 2018  Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


De forma realista, o filme traz uma reflexão em debater o preconceito e a Aids. 

No início dos anos 90, o grupo ativista Act Up luta para que a sociedade reconheça a importância de prevenir e criar tratamentos para pessoas infectadas com a Aids. Também foca a chegada do novato ao grupo, Nathan (Arnaud Valois), que admira a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart) ao projeto mesmo no estado de saúde frágil. Apesar de passar nos anos 90, o tema preconceito (gays, lésbicas, prostitutas e estrangeiros) e principalmente a Aids, é um tema tabu e bem atual nos dias de hoje.

O longa debate a questão da epidemia em matar pessoas e da falta de consciência dos laboratórios farmacêuticos em não focar nas pesquisas para um tratamento adequado. Todo tema é trazido de uma narrativa realista e quase documental, onde conhecemos dois núcleos nessa história: o lado do grupo em debater e lutar pelos seus direitos e no outro temos o relacionamento entre Nathan e Sean. Um tema atual bem escrito pode trazer uma curiosidade sobre o futuro dos seus personagens, neste filme tivemos momentos de grandes debates e discussões, mostrando todos os lados entre o certo e o errado, a esperança e o medo e amizade e o amor. 


Todos os elementos bem apresentados e escritos através dos diálogos entre os personagens. Tornando toda a discussão bem profunda, sem transformar cenas em algo banal ou romantizada. Somos apresentados por um universo onde a intenção é provocar um “debate amigável” ao espectador com a obra. Uma das cenas marcantes (apesar que há várias no filme), quando os debates do grupo são reunidos em uma sala (como se estivessem num grupo de faculdade debatendo um assunto para um trabalho). Nesse cenário, veremos todos os tipos de opiniões e pensamentos sobre prevenção, preconceito, indignação, raiva e medo, tudo voltado em como conseguir o direito básico da saúde.


Nesta cena, é explorado as técnicas cinematográficas com a câmera em movimento e a música só entrando nos pontos chaves, tudo para afastar do ficcional e trazer uma história mais pé no chão. O filme traz todo o debate através da câmera em movimento e com closer facial, mostrando com mais detalhes as reações dos seus personagens em cada situação proposta pela trama. O que encaixa perfeitamente e dá um toque mágico, em deixar a narrativa mais dramática e até melancólica em conjunto da ausência da trilha sonora no filme. Deixando apenas os sons do ambiente proporcionando cenas mais realistas e sombrias.

120 Batimentos por Minuto é um longa que tem que ser visto e apreciado por todos! Que mostra um debate emocionante e dramático, reforçando a ideia que as indiferenças devem “acabar” e que devemos pensar mais no próximo ao invés de si. Uma mensagem simples em preservação a vida e o amor, não importando como ela seja. Assistam, não vão se arrepender!



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