Depois daquela Montanha

08/11/2017

Depois daquela Montanha || Classificação: ★★ (Regular) || Estreou em 02 de novembro de 2017 Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


Dramas de sobrevivência precisam de dois elementos básicos que os levem à emoção real desejada, atores bons e com grande capacidade de exprimir sensações e sentimentos sem estardalhaço – além de boa química em duplas, e um roteiro que ou torne sutil e evidente o drama do personagem ou consiga tornar o sofrimento e envolvimento dos personagens natural. Depois Daquela Montanha fracassa vergonhosamente no segundo.

Alex (Kate Winslet), uma jornalista que está indo preparar seu casamento, e Ben (Idris Elba), um doutor voltando de uma conferência médica, iriam pegar o mesmo avião, mas o voo é cancelado e os dois estranhos decidem fretar um jatinho. Durante a viagem o piloto sofre um ataque cardíaco e o avião cai em uma região montanhosa coberta por neve. Um romance começa a ganhar força enquanto eles tentam sobreviver.

Winslet e Elba realmente se mostram bons atores (apesar do roteiro), conseguem desenvolver uma boa química além de mostrarem diversão nas filmagens e uma real tentativa de tirar algo bom. Infelizmente seus trabalhos já começam prejudicados pelo estereótipo ridículo que é seus personagens. Montados para serem os “opostos que se apaixonam”, um é frio e racional enquanto a outra é mais emocional e passional.


Como se desenvolve algo bom de uma raiz tão ridícula? É no roteiro fraco e raso que encontramos o pior nesse longa. Com diálogos clichês sendo jogados na cara do espectador a cada corte brega de cena, o filme se arrasta sem nada mais que um drama barato e alguns sofrimentos. A verdade é que o filme é fraco e sem muito conteúdo, calcado numa premissa simples e simplória desenvolvida para amarrar aqueles que serão fisgados pelos artifícios manjados e rasos desse tipo de filme.

 Depois Daquela Montanha traz dois atores de peso e com bom histórico para chamar atenção e fazer público enquanto se baseia numa história feita para amarrar o espectador em dramas baratos que enganam, usando de clichês e bom senso para fingir profundidade inexistente. Ao menos os ambientes são lindos e a fotografia os capta muito bem.



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