Antes que eu vá (filme)

21/11/2017


Esse fim de semana eu consegui assistir um filme que eu queria ver a muito tempo, mas não deu na época de estreia. Antes que eu vá estreou no começo do ano e é baseado no livro de mesmo nome da autora Lauren Oliver. Lembro de ter ido no evento sobre o livro aqui em Brasília e não ter me interessado muito em ler, porque é um livro que logo no começo a gente descobre que a protagonista está morta. Isso não é spoiler, é o fato no qual se baseia o enredo. Com o filme eu já fiquei mais animada para conhecer, o trailer tem uma trilha sonora boa e ver os personagens interagindo me interessou.

Antes que eu vá conta a estória de Samantha Kingston, uma jovem que tem uma vida incrível. É popular na escola, aproveita as melhores festas com seu grupo de amigas, tem o namorado que as meninas mais querem e uma vida confortável junto com a família. O dia 12 de fevereiro poderia ser um dia comum para a Sam, que foi para a escola normalmente e depois para uma festa, mas na volta para casa ela sofre um acidente e morre. Pelo menos dá essa a impressão, porque no dia seguinte ela acorda no mesmo dia 12 de fevereiro e depois de novo e de novo. Sam está presa no último dia de sua vida e a grande questão é o que ela precisa fazer para que esse dia termine.


Quem interpreta a Sam é a atriz Zoey Deutch, de Academia de Vampiros, e eu gostei dela na personagem. A Samantha no começo é uma menina mimada, meio patricinha e maldosa com os colegas de escola. Mas no decorrer do filme existe um amadurecimento que foi bem retratado pela atriz. Pode parecer que não tem como isso acontecer em um dia, mas são vários dias dentro desse 12 de fevereiro. Durante essa jornada a Sam percebe que errou e tenta consertar as coisas com a família e as pessoas que ela praticou bullying.

E em relação ao bullying, esse é o grande tema do filme. O grupinho da Sam encarna em todo mundo que é diferente, a gay e a tímida são os alvos principais. Num determinado momento do filme a Sam até questiona o fato de uma das amigas ser mais maldosa e estar viva, e ela que foi condescendente estar morta. O vida perfeita que a Sam tem não é suficiente para salvá-la de um fim trágico. E talvez essa perfeição toda, seja apenas para esconder que ela é maldosa sim com as outras pessoas. O bom é que ela tenta se redimir disso; se ela consegue ou não só assistindo para saber.


O filme tem uma trilha sonora muito boa e sendo um filme jovem e voltado para eles, não poderia ser diferente. Souberam escolher as músicas tristes para os momentos sérios e a do fim me deixou até mal. O visual do filme também é bonito, ele tem uma paleta de cores mais frias, os dias na cidade em que se passa a estória são chuvosos, então tudo é mais azul, cinza e preto. Combinou super bem, porque quando você para pra pensar que o filme retrata o último dia de uma pessoa, tem uma certa morbidez nisso e cores mais felizes, por assim dizer, talvez não combinassem tanto. Até os momentos mais alegres têm tons sóbrios.

Eu gostei muito do filme e fiquei bastante emocionada com a empatia que tive com a Sam. Foi meio que instantâneo me imaginar no lugar dela, nas coisas que a gente quer fazer e não faz, no que deveria ter dito e não disse. Essas são as mensagens do filme, o de aproveitar os dias que você tem para fazer diferente. Achei que a repetição do mesmo dia ficaria cansativa, mas ela tenta mudar o destino fazendo as coisas diferentes nesse mesmo dia. Dai vem o final, que para quem prestar atenção pode ser óbvio, mas deu um fechamento interessante para o enredo. E lembrem-se a Sam já está morta, o que o filme vai mostrar é como ela "descansará". Recomendo, valeu a pena!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.