A Noiva

01/11/2017

A Noiva || Classificação: ★ (Ruim) || Estreia em 02 de novembro de 2017 
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


Há duas perguntas que não querem calar, qual o problema dos russos com roteiro e por que todos os novos blockbusters vêm dublados em inglês? A verdade é que depois de Guardiões, A Noiva parece apenas salientar uma leva de filmes eslavos simplesmente desprezíveis. Iniciado com um flashback que fala sobre como fotógrafos russos acreditavam que podiam captar a alma de um morto e seguido de um ritual pra trazer uma noiva de volta a vida. O filme avança para dias mais modernos onde Nastya vai conhecer a família de seu recém marido, Vanya.

Lá ela encontra duas crianças (porque crianças correndo e surgindo do nada são assustadoras), uma irmã completamente suspeita, um pai com sérios problemas sociais e, claro, uma casa amaldiçoada por algo que os habitantes parecem conhecer. É importante ressaltar, antes de tudo, que a dublagem absolutamente ridícula e mal feita em inglês (em certo ponto pode se ouvir o ruído da gravação ruim, talvez um cabo mal encaixado), praticamente impede a boa imersão e transforma atuações que poderiam ser razoáveis em desastres completos.


A coisa mais incrível que se percebe, é a plena incapacidade dos roteiristas em escrever um único diálogo casual. Ao longo do filme inteiro ninguém conversa entre si normalmente, cada frase é cuidadosamente feita para explicar algo da trama da maneira mais expositiva possível. Em determinado momento, para mostrar como Nastya e Vanya estão apaixonados é jogada uma música de comédia romântica qualquer enquanto ela o olha com um sorriso, porque escrever cenas onde eles se relacionam parece impossível para esses “roteiristas”.

Por mais incrível que pareça, ao fim do filme não tem como identificar a personalidade de ninguém ali. Em se tratando de clichês do gênero terror, é hilário como Nastya quebra todas as barreiras em se tratando de protagonistas irritantes. Ela entra sem nem mesmo piscar em lugares onde não devia, cai o tempo inteiro, desmaia em cada queda e é incapaz de fazer a única coisa que destruiria o vilão – seja ele fantasma, monstro, etc. Essa última chega a ser revoltante, ela passa o final do filme inteiro sem fazer a única coisa que devia para parar o inferno que se sucede.

A verdade é que o filme é péssimo em cada sentido. Uma trilha sonora caótica e sem sentido, uma montagem tão ruim que deixa frames perdidos no meio do longa e efeitos completamente sem sentido com a narrativa – uma ventania numa casa no meio do mato ao invés de causar uma tempestade de folhas causa uma tempestade de jornais. O roteiro tão ruim que mal pode ser chamado disso, talvez uma linha guia mal planejada, afinal A Noiva, ao invés de medo, possivelmente vai fazê-lo chorando de rir.




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