Amityville: O Despertar

13/09/2017

Amityville: O Despertar || Classificação: ★ (Ruim) || Estreia em 14 de setembro de 2017 
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


A pergunta levantada por esse filme é bem simples: “Por que despertaram Amityville se não tinham nada bom a ser feito?” É incrível como mesmo depois da ótima safra de filmes de terror que vimos nesses últimos anos, alguns diretores e roteiristas ainda parecem não entender como trabalhar com o gênero, ou com qualquer filme.

Nesse novo filme, Joan (Jennifer Jason Leigh) se muda para a famigerada casa onde ocorreram os assassinatos de Amityville – o pai ouviu vozes e matou toda a família – com suas duas filhas, Belle (Bella Thorne), Juliet (Mckenna Grace) e seu filho em estado vegetativo James (Cameron Monaghan). Claramente que em pouco tempo começam as manifestações sobrenaturais! Primeiro de tudo, você não precisa ver os outros filmes de Amityville para acompanhar este.


O filme é tão expositivo que joga o tempo inteiro na sua cara os eventos traumáticos que tiveram lugar naquela casa – além de forçar uma intertextualidade com os filmes anteriores numa piada de referência que até funciona na primeira vez, mas acontece de novo e de novo e de novo… Indo aos meandros do longa em si, o roteiro é pífio. Feito a partir de um argumento pobre – novamente a família desavisada que chega à famigerada casa, tem um desenvolvimento preguiçoso com personagens sem motivação ou profundidade que não fazem nos importarmos realmente com seus destinos, além de usar de maneira ridícula alguns coadjuvantes como meros explicadores.

Sério, os amigos da escola surgem, explicam algumas coisas, que serve para a protagonista revelar outras (sem nenhuma amizade desenvolvida no “roteiro”), e somem sem nunca mais darem o ar da graça. Tia Candice (Jennifer Morrison) então, sua presença não muda em nada e nem tem importância alguma para a trama, difícil entender o que ela está fazendo aqui. O filme ainda tenta trazer uma reviravolta mais ao final, mas é algo tão mal construído e sem sentido que soa apenas patético.


Sem dar spoilers, mas é completamente desconexo alguém tentar algo a partir de um fenômeno onde nenhuma lenda nunca atingiu sobre tal algo. Simplesmente ruim! O terror aqui também é sofrível, o diretor parece achar que o medo se faz apenas com alguns poucos bons sustos aqui e acolá. Não há criação de atmosfera (difícil com a trilha sonora quase nula de tão mal feita, os sustos são feitos na base de um repentino som alto e algumas imagens repugnantes que repentinamente pulam na tela) friso aqui a repulsividade em continuamente se usar a imagem de um garoto definhando por um estado paralítico como base para a criação do medo.

Há muitos mais problemas que nem valem ser esmiuçados (atuação ruim, exploração descabida da imagem sexualizada de Bella Thorne, mais furos no roteiro). No fim, o filme merece ser lembrado aqui apenas por um conselho: não o assista, não vale o seu tempo e muito menos seu dinheiro.



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