Planeta dos Macacos: A Guerra - Cabine + Coletiva

02/08/2017

Planeta dos Macacos: A Guerra || Estreia em 03 de agosto de 2017
Texto: Alessandra Tapias (blog Tô pensando em Ler)


Toguether apes strong

Foi com essa frase que fomos recebidos no evento de pré-lançamento do último filme da trilogia Planeta dos Macacos. Em A Origem, nós conhecemos o César e o que o vírus foi capaz de fazer com ele e com os humanos. Já em O Confronto, nós conferimos a luta entre os macacos e outros macacos e os humanos. Agora a Guerra chega ao fim. Acompanhar o desenvolvimento e crescimento do César foi emocionante.

Desde aquele macaquinho arteiro e inteligente, até o líder cheio de sentimentos em que ele se transformou. Sem sombra de dúvidas, ele é meu herói favorito do cinema. Essa Jornada do César até o encontro com sua Terra Prometida é uma das coisas mais incríveis que pude assistir. Um herói, um Messias. Agora chega de babação, vamos ao filme: A tecnologia deste filme está maravilhosa. É possível ver os pelos dos macacos, ver a neve cair e grudar neles; além disso, as expressões estão muito humanas. Realmente um trabalho excepcional.


César vive hoje fugindo dos humanos que querem destruir todos os macacos para que o vírus que destruiu os humanos seja destruído. A guerra entre eles é destruidora; muitos soldados e macacos morrem nessa luta. Porém, nem todos os humanos participam desta luta, na verdade há humanos que também lutam com outros humanos, ou seja, tiro porrada e bomba pra todo lado. César se vê também carregado de sentimentos do qual ele lutou para destruir em Koba.

Cheio de vingança no coração, ele sai para matar o soldado que acabou com o que ele tinha de mais importante e simplesmente deixa de lado seus amigos. Mas essa atitude lhe cobrará um preço ainda mais alto. César sofre do começo ao fim do filme e é impossível segurar as lágrimas da metade pro final.

*Coletiva*

Depois de assistir o filme, nós ainda fomos agraciados com uma maravilhosa entrevista com o lindíssimo ator Andy Serkis. Sou fã e babei mais que cachorro vira-lata em frente ao açougue. Entre um suspiro e outro, consegui anotar algumas coisas que ele disse nessa coletiva.


Palavras de Andy Serkis:

O filme diz que a humanidade não é mais tão emotiva quanto César. É sobre isso que o filme fala; é sobre empatia, como as pessoas podem ser mais emotivas, sobre a condição humana atual. Vivemos em tempos confusos e contraditórios. A resposta humana ao que vivemos hoje é muito simplista, o filme mostra como com liderança com emoção é melhor. O aspecto dos personagens do filme é dúbio e isso faz pensar...

Quando comecei a trabalhar em O Senhor dos Aneis (Golum) era uma câmera em mim e depois eu filmava novamente vendo como eu havia feito antes. Naquela época não havia expressões faciais. Já em King Kong, isso foi conseguido, mas em 180º somente. Em Tintim era possível em 360º. Em Planeta dos Macacos foi a primeira vez que foi possível fazer isso com os outros personagens em uma única vez e com toda a interação entre os atores. Agora é possível ver perfeitamente as espessura do pelo, a neve caindo nele com muita fidelidade.

O que eu acho que irá atrair o público para assistir ao filme é que existe aqui uma grande história se desenrolando. Atualmente isso é rato, pois ninguém mais aguenta as trilogias. Aqueles que a gente assiste o primeiro e já sabe como irá terminar. Já neste filme é impossível saber o que esperar. Uma coisa ruim das filmagens é que ele foi feito durante cinco meses e meio do inverno canadense, mas a melhor coisa que aconteceu foi o Macaco Mau.


Desde o primeiro dia de gravação riu demais com o ator que interpreta o personagem. Steve Zahn é engraçado o tempo todo. Tudo que ele faz nos fazia rir, mesmo com o clima congelante. Esse filme exigiu demais de mim, foi tudo muito difícil, pois a tortura pela qual meu personagem passou conseguia arrancar toda minha energia. Fazer o César mais velho foi mais fácil. César novo era muito ágil e menos ereto. E César adulto era forte, mas segurava as coisas como um símio. Já ele velho é totalmente ereto e mais humano na sua fisicalidade e nas suas emoções.

Se houvesse um outro filme Planeta dos Macacos, eu adoraria ser outro macaco, por que não? Sempre imaginei o César como um humano na pele de um macaco. Como uma criança prodígio. No segundo filme eu queria que ele fosse um líder emblemático, usei Nelson Mandela para me inspirar e conseguir passar o sentimento de busca pela liberdade. No terceiro eu entrei dentro do César e nas suas próprias emoções. Como ator, eu quis trazê-lo para perto de mim e fazer com que quem está assistindo se aproximasse dele também.

Há anos que sonhava em ser diretor de cinema. Peter Jackson foi meu mentor (Hobbit 2). Quando criei a Imaginarium eu já queria ser diretor. Dirigi Selvagem, que foi baseado no livro O LIVRO DA SELVA, e também Breathe, que é um drama. Uma história pessoal do meu sócio falando de um atleta que pegou poliomielite e lutou por sua vida junto com sua esposa. Uma linda história de amor.

E por hoje é só! Assistam esse filme!! É MARAVILHOSO!!!

Um comentário:

  1. Um filmão desses, bicho!! Vocês tem que ver!!
    Maravilhousersss!

    Amei!!!

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