Z: A cidade perdida

22/07/2017

Z: A cidade perdida é um filme que estreou agora no primeiro semestre de 2017, mas não foi tão divulgado, embora seja uma cinebiografia interessante. Ele conta a história de Percy Fawcett, um explorador britânico que primeiramente foi enviado para a divida da Bolívia com o Brasil, na Amazônia, para cartografar a área e depois encontra evidências de uma cidade perdida no meio da floresta. Isso no inicio do século 20. A grande questão do filme, é que quando descobrem essa evidências na Amazônia, também descobrem em outros lugares do mundo e os historiadores passam a considerar que civilizações antigas existiam antes do que eles imaginavam.


Encontrar a cidade perdida passa a ser a obsessão de Percy Fawcett. Ele quer recuperar a glória do nome da família e acredita que se descobrir essa civilização encontrará o sucesso. O curioso desse filme, é que ele se passa na Amazônia, mas ele não foi filmado aqui e sim na Colômbia e Irlanda do Norte. A aparência do lugar é muito parecida com a floresta e são feitas referências diretas ao Brasil. Têm personagens falando em português, citam as comidas locais, os indígenas e a escravização deles e a guerra pela borracha e ouro. Não entendi porquê não foi filmado aqui, mas não está discrepante da cultura da Amazônia do séc 20.

Charlie Hunnam interpreta o Percy Fawcett e eu achei a atuação dele muito boa. Quando a equipe de Percy está na Amazônia, eles lidam com as doenças tropicais, a comida é diferente e eles acabam emagrecendo nessas viagens e os atores aparentam mesmo um semblante mais magro e envelhecido. A mulher do Percy, Nina e interpretada pela Sienna Miller, me chamou muito a atenção. Ela era uma mulher inteligente que participava das descobertas do marido e na verdade, ela que encontrou uma citação de outro explorador sobre Z e contou ao marido. Dai ele passou a procurar a cidade. Robert Pattinson interpreta Henry Costin, ajudante de Percy, e Tom Holland é o Jack, filho mais velho do explorador.


A fotografia do filme é muito bonita. As cenas na Amazônia fake estão bem feitas; a caracterização dos indígenas, a cultura deles, comidas. Uma das cenas mais legais são os índios canibais. Também têm partes do filme que se passam durante a guerra e isso ficou bem marcado na vida de Percy Fawcett. Resumindo, o visual é ótimo. Não existe trilha sonora marcante, só algumas músicas instrumentais. O roteiro é bom, porém o filme têm partes muito paradas e que mudam de um lugar para outro sem explicação. A impressão que eu tive foi que eles tinham muitas cenas prontas e quiseram colocar todas no filme, dai não tem relação em alguns momentos.

Sendo uma cinebiografia não é difícil qualquer um pesquisar sobre o assunto e saber como termina. Eu não conhecia essa história e só fiquei com vontade de ver o filme porque o Robert participa dele. Mas não vou aqui contar o final, pois se tiver pessoas como eu fica melhor você conhecer tudo assistindo. Essa ideia de civilização perdida no Brasil, ou em qualquer lugar, pra mim é instigante e foi o que eu senti com o filme. Eu quis ver por causa de um ator que eu gosto? Sim, mas depois o filme me prendeu nesse mistério de saber se o Percy Fawcett realmente encontrou a cidade e teve a seu sucesso tão almejado.


No fim foi um filme que eu gostei. Fala dessa civilização perdida, mas também sobre a frustração que esse explorador passou quase a vida toda. Ele gastou tempo e dinheiro, deixou de participar de momentos com a família, para poder alcançar esse objetivo da vida dele. Têm duas cenas em relação a isso que me marcaram. A primeira delas é quando uma cartomante lê a mão dele e fala que ele não vai ter paz se não encontrar a cidade, que está no destino dele. E a segunda são as cenas com o filho mais velho. O filho tem ressentimentos em relação ao pai por ele não participar da vida da família. Até que o menino decide se aventurar com o pai. Enfim, filme bom e interessante.


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