Transformers: O Último Cavaleiro

19/07/2017

Transformers: O Último Cavaleiro || Classificação: ★ (Ruim) || Estreia em 20 de julho de 2017 
Texto: Ana Marta e Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


Verdade seja dita, ao soar a chamada para mais um Transformers nosso impulso é apenas de gritar: “Por quê, Deus?!”. É de fato um fenômeno que é tão ruim e ser tão bem sucedida em público e bilheteria. A cada filme, apenas um abismo mais fundo nos é aberto, mas a de se convir que esse é um pouco melhor que seu péssimo filme anterior. É de costume encaixar uma sinopse do filme para situar da trama para o espectador. Mas admito, com tantos elementos dispersos unidos de maneira forçada numa terrível cacofonia audiovisual, não há razão para uma sinopse mais elaborada.

Então, o resumo do que há de bom no longa: apenas robôs gigantes brigando. É hilário como podem errar em algo tão simples sobre o conflito entre os Autobots e Decepticons – a humanidade fica no meio dessa briga. Há um início enfadonho que conta numa época chamada de “Idade das Trevas”, que dura pelo menos meia hora de luta entre invasores Viking contra os soldados ingleses comandados pelos cavaleiros da távola redonda e o rei Arthur com auxilio dos Transformers. Todo o primeiro ato se resume em apresentar personagens e os conflitos que não terão importância alguma para a história, e ignorando o grande herói da história: Optimus Prime.


Infelizmente tem uma aparição de quase 9 minutos de cena – os únicos momentos que valem alguma coisa neste filme. O que sobra, são dois últimos atos do roteiro que acabam virando uma bagunça sem fim de megas “sub-tramas” em cima de outras histórias para narrar o conflito principal que só vai aparecer em poucos minutos no final do filme. Michael Bay não economizou tempo e dinheiro quando se trata de Efeitos Visuais + Construção dos Robôs em CGI. Todos os filmes tiveram uma evolução ao decorrer do tempo, isso valorizou muito o cuidado e a perfeição que a equipe da pós-produção tem na criação dos cenários e dos robôs em CGI.

Não podemos esquecer o lado técnico que é a marca garantida do diretor Michael Bay e impossível não reconhecer em suas produções. O uso dos closers nos personagens nos momentos dramáticos e nos pontos de viradas do herói, a iluminação marcante e contrastada que marca o momento calmo antes do conflito e a técnica slow-motion – que melhorou bastante se comparando com 1º filme, aonde era bem difícil de entender certas cenas de ação, tornando o cenário bagunçado e impossível de entender as centenas de cortes frenéticas nas cenas.


Após o lançamento do Avatar (2009) – inovando a tecnologia de captura de imagem e 3D – o mercado cinematográfico não perdeu tempo e utilizou a tecnologia 3D em quase todos os filmes conhecidos pelo público. Há alguns que acertam no uso do 3D ao seu favor, mas há outros que não. Pela experiência neste 5º filme da franquia, foi um 3D “suave” e sem muito exagero nas cenas. Digo isso principalmente nas cenas combates entre robôs e cenários em destruição, em momento algum traz estranheza ao filme.

Resumindo, Transformers: O Último Cavaleiro pode ser um dos filmes da franquia com a narrativa mais “tediosa”, e “cansativa” em sua trama, porém consegue inovar nos cenários cada vez grandiosos e sem medo de mostrar os detalhes mínimos na tela. Principalmente dos robôs que tiveram melhorias e tornando mais realistas a cena.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.