Como se tornar um conquistador

24/07/2017

Como se tornar um conquistador || Classificação: ★★★ (Bom) || Estreia dia 27 de julho de 2017
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


É complicado se falar de filmes medianos e simples, no final do dia não há realmente muito sobre o que se estender. Esse é o caso de Como se Tornar um Conquistador. Uma comédia mediana que pode – ou não – arrancar algumas gargalhadas aqui e acolá, e possivelmente vai divertir quem não quer nada mais que um filminho bobo para matar o tempo. Máximo (Eugenio Derbez), um homem com aversão a trabalho, casado há 25 anos com uma velha rica, é trocado por um homem mais novo e se vê forçado a voltar a morar com a distante irmã (Salma Hayek) e seu sobrinho, menino tímido e desajeitado que não sabe como lidar com as garotas.

Eugenio Derbez é bem carismático e consegue levar o filme com algumas boas piadas, e uma divertida performance. Além disso, o filme é recheado de bons – e bem engraçados – atores que ajudam a manter tudo bem animado e bom de se assistir – muito como as boas comédias de televisão ou que assistimos na Netflix quando não se tem lá muito o que fazer. O filme inicia bem divertido e dá a impressão de poder trazer algo a mais, mas logo se mostra uma comédia que segue a risca a fórmula de roteiro já tão conhecida – com absolutamente todos os altos e baixos nos exatos pontos esperados dentro dos atos.


Mas isso não chega realmente a ser algo ruim, já que consegue o que possivelmente era sua intenção: divertir o espectador ao longo de suas quase duas horas sem desafiar ou o fazer pensar. A relação trabalhada entre Máximo e Hugo (Raphel Alejandro), seu sobrinho, é legal e um bom ponto no filme, onde um personagem vai entendendo – ou reaprendendo – o valor da família enquanto o garoto vai aprendendo a deixar de ser tão tímido. É o velho clichê de um aprender com o outro para, no fim se tornarem uma família melhor depois de superarem seus problemas.

Como conclusão talvez esse filme não mereça o gasto que se tem em ir ao cinema, mas é a escolha certa para quem está atrás de diversão rápida, algumas risadas e passar o tempo. Nada de muito interessante a se pontuar além disso, o filme literalmente não tem grandes pontos positivos e negativos.



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