Neve Negra

06/06/2017

Neve Negra || Classificação: ★★★ (Bom) || Estreia em 8 de junho de 2017
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


Um desenvolvimento ruim para um suspense dramático com uma plot twist interessante (ainda que previsível), essa é a forma mais sintética de descrever essa obra que tenta gerar um suspense que interessa menos que imagina, mas finaliza de maneira que se conclua que até que o filme valeu a pena. Salvador (Ricardo Darín) vive isolado do mundo nas colinas geladas da Patagônia. Sozinho há décadas, ele recebe a inesperada visita do irmão Marcos (Leonardo Sbaraglia) e da cunhada Laura (Laia Costa).

O objetivo dos dois é que Salvador aceite vender as terras que os irmãos receberam em herança, mas ele não está nem um pouco disposto. O título intrigante faz jus ao fim do filme, de fato. Tendo isso dito, infelizmente a obra não se desenvolve de maneira intrigante o suficiente para que o espectador se importe de maneira real com os personagens ou com a história. Tudo se passa de maneira chata e desinteressante, ainda que o mistério em cima da morte de (…) ajude no andar da narrativa.


Todo o elenco faz um transformador competente – sempre com um elogio a mais em Ricardo Darín, que parece estar em todos os filmes argentinos de peso. Ainda assim, em momento algum a atuação é ponto de enfoque tal que mereça maior consideração. O filme inteiro se constrói ao redor de uma família que claramente tem problemas sérios não resolvidos – e que com a morte do patriarca, está em pleno estágio de implosão – e com um mistério claro envolvendo a morte de um integrante.

Ao desenrolar da trama, alguns personagens acabam por entrar de maneira plena na família – mais que isso seria spoiler – e o arco de desenvolvimento de primando, ainda que estranho e um pouco confuso, principalmente em se tratando de Marcos, é bem sucedido e permite que o espectador saia satisfeito do cinema. Neve Negra é isso, um filme de suspense com um desenvolvimento bem ruim, mas uma conclusão intrigante que faz todo o longa valer a pena.

Não é impossível que a ideia de que sem a reviravolta ao final o filme seria passável fique presente na mente de muitos que assistirem (o primeiro e segundo atos são realmente maçantes), mas ao finalizar, é um filme interessante que, pra quem gosta da temática de dramas com alguma dose de mistério, pode entreter e interessar. Algo não inteiramente ruim, mas que com certeza não é bom com um “b” maiúsculo.




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