Insurgente || Veronica Roth

07/06/2017


Para quem não leu Divergente, fica o aviso de que essa resenha pode conter spoiler da primeira parte da aventura de Tris. Não se prendam ao fato de já ter visto os filmes, pois são tão diferentes, o primeiro nem tanto, que estou chocada até agora. A resenha é para comentar sobre o livro, mas eu não posso deixar de comentar o quanto a diferença entre Insurgente livro e Insurgente filme me surpreenderam. Eu acompanho essa trilogia desde quando o primeiro foi lançado. Não me interessei em ler e quando saiu o spoiler do final fiquei apenas nas adaptações.

Acontece que quando eu vi Insurgente nos cinemas eu gostei muito do filme. Têm cenas lá que eu acho bem feitas, como é o caso da caixa no final, e o enredo ficou coerente para mim. Porém, antes do filme sair os fãs já comentavam que tudo estava muito diferente e eu só fui entender o que eles estavam falando depois de ler o livro. Não é uma adaptação no sentido usual da palavra. O que está no filme é uma outra estória com inspiração no livro. Os personagens são os mesmos, o resto é novo.

A minha surpresa foi não ler as cenas que eu tanto tinha gostado no filme. Foi perceber o desperdício com o potencial do livro, que é muito bom. Gente, não existe aquela cena da Tris tentando abrir a caixa. O Marcus, pai do Quatro, tem um papel maior no livro e isso nem aparece no filme. São muitas mudanças, esquisitas, que talvez justifiquem o desinteresse por parte de quem leu e depois viu. Fiquei mais motivada para continuar lendo, porque Convergente deve ser mais diferente ainda.

Decido guardar a camisa, para me lembrar do motivo original que me levou a escolher a Audácia: não foi por eles serem perfeitos, mas porque estão vivos. Porque são livres.


Falando do livro; ele começa logo depois que Divergente termina. A Tris descobre que é uma Divergente e o que isso significa. Uma das facções está tentando subjugar as outras e ser a única que existe, além de exterminar os Divergentes. Tris e Quatro se escondem na Amizade, mas lá ficam sabendo que a Jeanine está com uma informação importante que roubou da Abnegação. A Tris, em nome da memória da família, vai tentar recuperar essa informação, nem que para isso ela tenha que se aliar as pessoas que mais odeia.

O livro ainda é narrado pela Tris e eu percebi um amadurecimento nela do primeiro para esse. Em Divergente ela estava focada em si a maior parte da estória, em se tornar um membro da Audácia. No fim, quando ela percebe o que a Erudição quer fazer, é que para de pensar em si e pensa nos fatos maiores que estão acontecendo. Em Insurgente ela vai arriscar tudo para fazer o que é certo, mesmo que isso signifique arriscar sua própria vida. Aqui começa a se desenhar o final que a maioria das pessoas sabe em Convergente.

Quando eu descobri que era Divergente... quando descobri que a Erudição ia atacar a Abnegação... essas revelações mudaram tudo. A verdade costuma mudar os planos das pessoas.


O livro continua tendo muita ação, estratégias e pouco romance. Não é o foco, como comentei na resenha do primeiro, mas nesse teve tanta coisa acontecendo que não me importei. A relação da Tris com o Quatro também cresce e eles começam a se desentender muito. Os dois não pensam da mesma forma em relação a vários assuntos, como qual facção deve comandar, matar pessoas que estão agindo por causa da simulação. Esses desentendimentos fazem com que cenas dos dois quase não existam.

Nesse livro tem um personagem que vai tentar manipular o Quatro, e não é o pai dele. É um personagem que todo mundo achava que estava morto, mas ele estava envolvido com os sem-facções, outro assunto que será abordado em Insurgente. As pessoas que não se encaixam nas facções se unem com o propósito de contra-atacar. Eles não querem mais viver à margem da sociedade, eles querem participar e para isso vão agir de um modo não tão certo, por assim dizer. O Quatro vai participar disso mesmo a Tris sendo contra.

Eu achei esse livro com mais assunto que o primeiro; têm mais personagens, mais coisa acontecendo não só com a Tris e Quarto, mas também com as facções. A autora vai construindo a ideia de que o mundo perfeito não existe. Mesmo com cada pessoa no seu lugar, tendo a sua razão de ser determinada por uma facção, coisas ruins acontecem. É natural de nós essa vontade de ser diferente, se destacar e não seguir as regras que achamos erradas. O fim do livro apresenta uma nova possibilidade, dessa vez fora das facções. Estou apreensiva e empolgada ao mesmo tempo, porque vou finalmente ler o que acontece com a Tris.

Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas.

www.sejacult.com.brInsurgente
Veronica Roth
Editora Rocco: Twitter/Facebook

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