A Dama da Ilha || Patricia Cabot

01/05/2017


Eu adoro os livros da Meg como Patricia e A Dama da ilha era um dos poucos lançados por aqui que eu ainda não tinha lido. Os comentários sobre o romance falavam que ele não era tão bom assim, em comparação com os outros dela, e concordo com isso. O livro se passa da Escócia e conta a estória de Reilly Stanton, um marquês que deixa Londres para ser médico em um povoado nas Terras Altas. Ele quer provar a ex-noiva, e a si mesmo, que é um bom médico e um homem útil.

Chegando a ilha de Sky, ele conhece Brenna Donnegal. A jovem é a pessoa que cuida tanto das pessoas como dos animais na pequena ilha. Quando os moradores de Sky têm um problema, é a Brenna que eles recorrem. No começo os dois não se dão muito bem, mas a convivência fará um envolvimento nascer entre eles. A narrativa é em terceira pessoa acompanhando esses dois personagens principais.

Então essa era a tal senhorita Brenna de quem todos falavam! Bem, ele não se sentiu desapontado.


Começando com o que eu não gostei no livro. A Brenna é uma moça forte, inteligente, médica e veterinária e pesquisadora. Quando o pai, também médico, decide ir fazer sua pesquisa em outro lugar, ela fica em Sky para fazer as próprias descobertas mesmo que isso seja errado. Se ela quer, ela corre atrás. O Reilly é um mocinhos fresco, cheio de não me toques, o famoso almofadinha. Eu queria um homem com uma personalidade que combinasse com a dela. Mas pelo menos o Reilly incentiva a Brenna.

Outra coisa que não me agradou foi a repetição de ideias por parte do Reilly. Ele vai para Sky esquecer a ex-noiva, mas a mulher é citada o tempo todo. Ele fica nessa de querer ser melhor para ela, sendo que o relacionamento acabou. Isso é até a metade do livro mais ou menos. Repetição é uma coisa que me irrita muito. A Brenna e o Reilly começam a trabalhar juntos em uma pesquisa e até quase o final isso não se resolve, dai a autora correu com o fechamento da estória.

Nisso Reilly a beijou. Um beijo leve num ponto pouco erótico. A nuca. E foi como se um relampago lhe percorresse a espinha.


A parte da pesquisa científica eu gostei bastante. Naquela época uma mulher ser reconhecida por alguma coisa era praticamente impossível e o livro traz esse universo paralelo com uma jovem fazendo a diferença. Também gostei dela ser médica e boa nisso, ter o reconhecimento dos moradores da ilha. O tema médico tem destaque é é bem detalhado, misturando fatos reais com a ficção do enredo.

Sobre o romance. Começa entre tapas e depois vai para os beijos. A Brenna gosta do Reilly pelos motivos de eu o achar errado para ela. Ela gosta do cavalheirismo dele, o jeito educado e calmo. E o Reilly gosta da força e beleza de Brenna; ela faz dele um homem melhor. O sexo aqui é pouco explicito e detalhado. O livro acabou se equilibrando para mim, com pontos positivos e negativos. A leitura foi boa, mas como sei do potencial da Patricia, esperava mais.

Brenna Donnegal era tão deliciosa que Reilly gostaria de prová-la em proporções maiores. Tão grandes, que não seria capaz de apenas continuar beijando-a. Ele queria bem mais do que isso.

www.sejacult.com.brA Dama da Ilha
Patricia Cabot
Editora Essência

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