Kong: A ilha da Caveira

10/03/2017

Kong: A ilha da Caveira || Classificação: ★★★ (Bom) || Estreou em 09 de março de 2017
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


Ação bem desenvolvida, estilo estético próprio e gritante, personagens divertidos e um King Kong para entrar de vez no universo de monstros gigantescos e carismáticos. Esse é o novo filme do macaco gigante mais adorado, e que em breve dividirá telas com o maior de todos os monstros: Godzilla.

Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, dois aviões (um americano e outro japonês), são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Em 1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).


O filme se inicia com uma proposta estética incrível, uma fotografia que remete a filmes de guerra, como Apocalipse Now e Platoon. Uma trilha sonora que nos joga diretamente para os anos 70, cheia de Creedence. As escolhas inusitadas do diretor Jordan Vogt-Roberts não param na fotografia, jogando planos lindos que evocam um tom de comédia e estilística interessantes – como o close num boneco de Nixon enquanto um helicóptero cai, um plano mostrando o reflexo de explosões nos óculos de um soldado que sorri diante à destruição ou os closes na troca de olhares de Samuel L. Jackson e Kong. Tudo dá ao filme um caráter diferenciado e único que, infelizmente, se perde no desenrolar do segundo ato e só será relembrado novamente em algumas cenas ao final.

De fato o único problema visível no blockbuster é o desenrolar do segundo ato. Ali o gorila colossal desaparece, as tramas são desenvolvidas de maneira mais lenta que o resto do filme, que a própria estética do filme é esquecida. Ainda bem que tudo se recupera no terceiro ato, que apesar dos pesares, contém cenas de ação ótimas e uma bela luta de monstros – como todos esperávamos, claro.


É necessário deixar claro a diferença óbvia dessa versão de King Kong para, por exemplo, a apaixonada remake criada por Peter Jackson em 2005. Lá, tínhamos o encontro de dois mundos, a paixão da besta pela garota e o drama do encontro do homem com o natural intocável, que quase sempre acaba mal para a segunda parte. Aqui, ainda que alguns elementos permaneçam – como o tal encontro devastador do homem com o natural – tudo é puxado para o pipocão, para a ação esperada não de uma aventura dramática sobre um macaco gigante, mas de uma ação de monstros gigantes sobre um macaco colossal – até os animais, antes dinossauros, aqui são literalmente coisas saídas de um filme japonês, praticamente kaijus.

Todo o elenco está bem e muito sintonizado. As piadas ocasionais saem naturalmente na trama e é fácil visualizar ali pessoas se encontrando com o desconhecido. Os personagens são carismáticos e, diferente do que é muito comum em produções desse tipo, você consegue se importar com todos; até mesmo com os de tendência vilanesca. Estrelas especiais aqui para Samuel L. Jackson e seu militar que nunca conseguiu deixar a guerra para trás, vendo tudo com os olhos de um soldado – aquilo é meu inimigo e devo destruí-lo a todo custo, e para John C. Reilly (Hank Marlow) que traz com maestria um ilhado beirando a loucura que, apesar de servir como alívio cômico várias vezes, não deixa que seu personagem fique apenas nisso.


Kong: A Ilha da Caveira é um filme divertido e bonito de se ver, que desenvolveu com louvor a missão de levar a cabo o desenrolar do futuro crossover entre monstros. Não deixando cair no banal e com personagens realmente interessantes – e um King Kong heroico extremamente carismático, não temos apenas mais um caça níquéis usando o nome do gorila mais famoso do mundo e mostra que a Legendary pode conseguir criar seu universo compartilhado de maneira divertida como foi vista lá nos anos 40.

Aliás, o filme tem cenas pós-créditos e é ótima!



Um comentário:

  1. Olá,
    Estou bem ansiosa por esse filme, sou fã de boa parte do elenco, em especial a Brie ♥
    Eu geralmente, não curto filmes com esse plot de animais 'perigosos' e tals, mas o trailer me deixou empolgada. Fora as críticas que estão melhores do que o filme da Bela e a Fera HAHAHA

    tenha um ótimo final de semana :D
    Nana - Obsession Valley

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.