Divergente || Veronica Roth

17/03/2017


Como a gente paga língua nessa vida, não é mesmo? Desde que eu fiquei sabendo do final de Convergente, sem ao menos ter começado a ler a trilogia e logo no lançamento, peguei um ranço com os livros que não tinha lido até agora, e olha que eu já tinha todos os livros. Os filmes são outra história, gosto muito do primeiro e segundo filme, mas a parte um do terceiro é realmente um desastre.

Olhando para a minha estante um dia e vendo os livros um ao lado do outro, me deu vontade de ler, simples assim. Peguei e fui e foi uma ótima leitura, diferente do filme e do que eu esperava. Quando eu me toquei que o Quatro é um personagem que eu adoro e que eu ainda não sabia o final dele, encontrei uma motivação nova para ler a trilogia.

Divergente é uma distopia que separa as pessoas por facções: Amizade, Abnegação (altruísta), Audácia (coragem), Erudição (inteligência) e Franqueza. Ao completarem 16 anos, os jovens passam por um teste e são designados para uma facção. Beatrice é a protagonista do livro e acompanhamos o teste dela e a sua adaptação a nova facção. Ela era da Abnegação, mas nunca se sentiu confortável com as diretrizes da facção em que nasceu. Então aproveitou o teste e acabou escolhendo a Audácia.

A grande questão da estória, é que o teste de Tris não indicou uma facção como o da maioria, mas três. Isso é caracterizado como Divergente, uma pessoa que se encaixa em várias facções e que o governo combate com a morte. É só pensar que o controle do governo está em determinar o que você é, onde vai trabalhar e essas coisas e vir uma pessoa que eles não podem controlar. 

Se o resto da minha vida for assim, com gargalhadas, atos corajosos e o tipo de exaustão que você sente depois.de um dia gratificante, serei uma pessoa feliz.


O livro é narrado em primeira pessoa, pela Tris, e o que eu mais gostei nessa personagem é que ela não é perfeita. A Tris erra, acerta, sente inveja, raiva, remorso, amor, medo e todos esses sentimentos bons e ruins que todo mundo sente. A autora não tentou fazer uma heroína, embora ela seja uma. Foi até uma surpresa, porque no filme a liderança dela fica muito clara, enquanto no livro isso demora um pouco.

O outro personagem que é importante na estória é o Quatro. Ele é o instrutor da turma iniciante que a Tris participa. No início ele não se mostra muito com a cara da Tris, mas com o avanço dela no treinamento, com o aprendizado dela, os dois se tornam próximos. O Quatro esconde algo, tenso e complicado, que descobrimos mais para o final do livro. Outros personagens secundários são bacanas, mas eles não têm um papel tão grande assim. O irmão da Tris, Caleb... fiquem de olho nele. Ele é um personagem que ainda vai causar bastante problema.

Fora eu ter gostado da Tris e do Quatro, gostei muito do mundo que a Veronica criou. É claro que já tendo visto o terceiro filme, eu sei que algumas coisas não são como são apresentadas nesse primeiro, mas a sociedade dividida em facções me encantou. É como se a gente tentasse dividir as pessoas no seu melhor e mesmo assim desse errado, como se ser só bom não fizesse parte de quem nós somos.

Porque o medo não faz com que você se apague; ele faz com que você acenda. Já vi isso acontecendo com você antes. É fascinante. (...) Às vezes, eu quero apenas... ver de novo. Ver você acesa.


O que ficou para mim é que o mundo perfeito não existe. Mesmo as coisas organizadas, certas, no seu devido lugar, o ser humano vai dar um jeito de contornar isso e causar o caos. Está em nós a imperfeição e cada vez que eu leio uma distopia tenho mais certeza disso. O livro também tem bastante ação. Sendo membros da Audácia, a facção da coragem, a Tris passa por poucas e boas. O treinamento dela é exaustivo, doloroso e em muitos momentos fiquei com dó dela.

Falando um pouco do relacionamento da Tris com o Quatro. Achei bastante engraçado o envolvimento deles no começo. Na facção da Tris ela não tinha contato com homens, não de um jeito intimo, então quando ela começa a notar o Quatro é tudo meio sem jeito. Ela não entende bem o que está sentindo, ou os sinais que ele manda. Os dois vão tendo intimidade aos poucos e só avisando, não é o foco do livro.

Apesar de ter 500 pgs, Divergente foi uma leitura rápida e envolvente. A protagonista é forte e o enredo tem potencial. O romance ter ficado em segundo plano foi bom e ruim ao mesmo tempo. É difícil não se encantar pelo Quatro e querer saber mais sobre dele, ou que tivesse mais cenas dele com a Tris.

O fim do livro é o fim de uma primeira jornada, a Tris descobre o que é um Divergente e que uma das facções está tentando derrubar as outras. Insurgente vai ser sobre as consequências da liderança que ela assume ao tentar salvar as facções. Ela agora é uma pária junto com o seu grupo, e terá que lidar com isso sem a segurança que as facções dão.

Quero ser corajoso e altruísta e esperto e bondoso e honesto.

www.sejacult.com.brDivergente
Veronica Roth
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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