John Wick: Um Novo Dia para Matar

16/02/2017

John Wick: Um Novo Dia para Matar || Classificação: ★★★★ (Ótimo) || Estreia em 16 de fevereiro de 2017         Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


É muito comum em sequências de filmes de ação o acréscimo de plots mais complexas, interesses românticos e mudanças no personagem. Geralmente isso vem apenas para estragar a simplicidade dos filmes originais. Felizmente, isso não ocorre com a continuação de um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos, John Wick. Mantém fiel ao que fez tanto sucesso: por um motivo simples um homem/máquina-de-matar acaba por entrar em guerra com a máfia.

Nessa sequência não é o acaso que traz John Wick (Keanu Reeves) de volta de sua aposentadoria, mas Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio), um chefe da Camorra que detinha um favor do assassino e agora vem para coletar esse favor. De acordo com as regras do mundo dos assassinos e criminosos do longa, negar isso é pena de morte. John nega de início, tem sua casa destruída, resolve fazer o que deve ser feito e o filme desenrola em sequências de ação magníficas numa história descomplicada, porém certeira.


Ainda que se mantenha simples como o primeiro longa, esse amplia o universo e termina com um gancho claro para o terceiro (e possivelmente último). Conhecemos um pouco mais do mundo do crime organizado mundial que havia sido construído anteriormente, mantendo o estilo de mostrar as regras, o universo sem longas e enfadonhas explicações. Com uma direção competente e um roteiro afiado, em poucas cenas já nos situamos sobre tudo o que precisamos saber de novo.

As cenas de ação continuam no mesmo nível – assim como todo o filme, sempre com planos longos e câmeras com pouca movimentação, mostrando de forma crua toda a violência, técnica e velocidade das lutas impecavelmente coreografadas. De fato, Chad Stahelski (volta à direção) traz novamente toda a fluidez da ação de filmes orientais – principalmente chineses, onde a coreografia faz a luta, não os cortes ou a câmera tremida (nada contra o estilo americano de ação, pelo contrário, mas é ótimo ver o diferente no cinema).

Como conclusão, John Wick – Um Novo Dia para Matar é uma sequência digna, segue na mesma linha do primeiro filme e melhora em alguns pontos. Poucas falas, história simples e com lindas cenas de ação. Quem gostou do anterior com certeza absoluta gostará deste, e quem não gostou, dê uma chance, não é sempre que se vê um filme de ação dirigido com tamanha maestria.




Um comentário:

  1. Oi Murilo!
    Eu ainda não vi o primeiro filme, então não irei assistir esse por enquanto.

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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