Aliados

17/02/2017

Aliados || Classificação: ★★★ (Bom) || Estreou em 16 de fevereiro de 2017
Texto: Murilo Maximiano || Revisão: Kamila Wozniak


É sempre uma pena quando uma premissa ótima acaba por não fazer jus a si mesma, infelizmente, é o que acontece em Aliados. Sem encontrar o tom certo e cavalgando entre o romance, o suspense e o cafona, o filme entretém e se mantém interessante por muitas partes. Mas é justamente sua irregularidade e sua sequência final que o impedem de ser realmente um bom filme. Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca no Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam e decidem se casar.

Os problemas começam anos depois, com as suspeitas de que Marianne seja, na verdade, uma espiã nazista e que, se comprovado, Max terá de matá-la com as próprias mãos. É inegável que toda a parte técnica do filme é linda. Da trilha sonora à fotografia, tudo é muito bem desenvolvido e se encaixa como uma luva no filme como um todo. O longa é esteticamente envolvente, com figurinos enxutos e toda a arte bem utilizada. A verdade é que para esse ponto só existem elogios à Aliados.


A plot do roteiro também é ótima e entrega várias possibilidades para um intrigante suspense de espiões. Mas é justamente no desenvolver do roteiro e na direção que o filme encontra seus inimigos. O filme se inicia bem, com a missão onde Max e Marianne se conhecem sendo o plano de fundo para a construção de ambos personagens, para a introdução na ideia de espionagem e para a construção do romance em si. Esse primeiro ato, no entanto, acaba por ocupar uma parte grande demais do filme, sobrando pouco tempo para a construção bem sucedida do thriller que vem a seguir, no segundo ato.

Nessa segunda parte, mais erros – agora da direção, cheio de cenas com falsas suspeitas que tentam ludibriar o espectador que possivelmente já desvendou o filme. O filme se mantém, desse modo irregular, com ótimas cenas e então destoando para cenas sofríveis. Isso tudo sem contar com o desencontro com o tom certo para o filme – que começa com uma drama de espionagem, desenvolve para um suspense (que é o que deveria ser como um todo) e termina como um romance brega.

Brad Pitt e Marion Cotillard desempenham uma química ótima juntos e isso ajuda o filme a andar. Ainda que não em suas melhores atuações, conseguem ir um pouco além do mediano, o suficiente para implantar a dúvida de que Marianne é ou não uma espião alemã. De toda forma, o filme diverte e até prende, mas se desenvolve tropeçando e finaliza com uma última cena completamente desnecessária e cafona, que apenas deixa claro o tom perdido do filme como um todo.



Um comentário:

  1. Oiii

    Acho ambos os atores ótimos, excelentes para dizer a verdade, mas a premissa do filme nem me anima, acho que já vi muito sobre o mesmo assunto e meio que saturou pra mim. Após ler a sua critica, acho realmente melhor deixar passar, creio que há outras novidades chegando que prometem mais.

    Beijos

    aliceandthebooks.blogspot.com

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