Resenha Histórica: Pode beijar a noiva

13/12/2016


Apenas um homem poderia propor a ela casamento...

Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, desde o pastor local até um detestável barão.

Um doce beijo selaria aquele amor... James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado... e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha de Faires, para onde viera depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E sem demora ficou exasperado ao descobrir que seu amor louco e intenso pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes.

Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma... mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.

Aos poucos eu vou conseguindo ler todos os livros da Meg como Patricia Cabot, acho que depois de Pode beijar a noiva me falta um ou dois. Esse livro faz parte dos dois que a Essência relançou em 2016 com capas novas. É um livro curto, com potencial, mas que ficou só no superficial. Ele fala sobre Emma Van Court, que se casou contra a vontade da família com Stuart Marbury. O principal oponente contra o casamento era o primo de Stuart, James, que no fundo esperava que Emma o escolhesse. Quando ela fica viúva, James pensa apenas em resgatar Emma da cidadezinha da Escócia que ela se enfiou, mas o mistério sobre a morte de Stuart e a herança que ela receberá ao se casar novamente pode atrapalhar seus planos.

O livro é narrado em terceira pessoa e os três personagens principais já se conhecem, então o casal não se apaixona logo de cara. O James tem uma desavença com a Emma logo no começo do livro e só depois de um tempo que eles se reencontram, o romance acontece. A Emma é forte, determinada e deseja o bem para todo mundo, a boa samaritana por assim dizer. James é o oposto. Ele não é um libertino, mas também não é um santo. Os dois brigam muito em relação às caridades que a Emma faz e o James não concorda. Para ele as pessoas precisam trabalhar para conseguir o que querem. Para ela os mais pobres precisam de ajuda para igualar as classes.

Nunca experimentara tal emoção. Não que Emma fosse muito experiente, pois ela só tivera os abraços do marido para comparar. E beijar, entre outras coisas, nunca fora importante para Stuart, que afirmava não ser apropriado para a esposa de um cura ficar muito interessada em demonstrações físicas de afeição como Emma parecia ser. 


Eu comecei a resenha falando que esse livro tinha potencial mas não chegou lá, então vamos à explicação. A autora tinha um bom plot para mim, um suspense envolvendo a morte do primeiro marido de Emma e o romance que começa no fingimento, mas depois se torna verdadeiro. O mistério é resolvido em pouco momentos, mais para o fim, e os personagens ficaram no superficial. Na verdade, eu não entendi bem a razão da autora não ter se aprofundado já que o livro tem apenas 240 pgs. Em se tratando de romance histórico, ela teria mais umas 40, 50 pgs para trabalhar melhor seu enredo e personagens. Eu senti falta do mistério ter sido levado com mais cuidado e dos personagens terem um aproveitamento melhor, como os secundários por exemplo.

O romance entre a Emma e o James começa aos poucos. Ele já gostava dela, mas ela acabou casando com o primo dele e ficando viúva logo em seguida. É curioso porque a maioria dos romances não é o homem que tem sentimentos pela mulher e corre atrás disso, geralmente é o contrário. Ele precisa conquistar a confiança dela e isso leva tempo. Quando o romance entre eles começa a florescer, a duvida paira em Emma que nunca viu James com esses olhos. As cenas de sexo são pouco descritivas e têm algumas ao logo do livro. A Emma é conquistada primeiro no sexo e depois no amor, já que só depois de ver como eles podem se dar bem fora e dentro da cama é que ela passa a considerar que os dois podem dar certo juntos.

Se você ainda não conhece a Meg escrevendo como Patricia, sugiro que comece por outros livros e depois leia esse. Nos outros você encontrará estórias mais elaboradas, engraçadas e com personagens e o romance mais trabalhado. Agora, se você já conhece a escrita da autora também recomendo. É aquela coisa, eu não gostei muito, mas tem resenhas do livro comentando bem. Não foi uma leitura de todo ruim, só deixou a desejar no que poderia ter sido. O fato de eu não ter gostado desse não muda em nada a minha vontade de ler outras coisas da Patricia; tem outros livros dela que ainda não foram lançados por aqui e ela também lança por outra editora. No fim, vai ficar na minha coleção de romances históricos e da autora.

Quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato de que não pode ter o que mais deseja dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo. Mas, acredite no que eu digo Emma, não me lembro de uma época em que eu não desejasse que você fosse minha. 

www.sejacult.com.brPode beijar a noiva 
Meg Cabot
Editora Essência: Facebook

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