Resenha: O eterno Namorado - A Pousada #2

08/11/2016


Tudo o que acontece na vida de Owen Montgomery é meticulosamente organizado em uma planilha ou lista de tarefas. No trabalho não é diferente, e é graças a sua obsessão por ordem que a Pousada Boonsboro está prestes a ser inaugurada – dentro do cronograma.

A única coisa que Owen jamais previu foi o efeito que Avery MacTavish teria sobre ele. A proprietária da pizzaria em frente à pousada sempre foi amiga da família e agora, enquanto vê em primeira mão a fantástica reforma pela qual o lugar está passando, também observa a mudança gradativa de seus sentimentos por Owen.

Os dois foram namorados de infância, e desde então tinham estado bem distantes dos pensamentos um do outro. O desejo que começa a surgir entre eles, porém, não tem nada de inocente e é impossível de ignorar.

Enquanto Owen e Avery decidem se render à paixão e levar seu relacionamento a um nível mais sério, a inauguração da pousada se aproxima e dá a toda a cidade um motivo para comemorar. Mas quando os traumas do passado de Avery batem à porta e a impedem de se entregar, Owen sabe que seu trabalho está longe de terminar. Agora ele precisa convencê-la a baixar a guarda e perceber que aquele que foi seu primeiro amor pode também ser seu eterno namorado.

Owen e Avery sempre foram amigos. Quando pequenos, ele pediu ela em casamento e o acordo foi selado com um anel de brinquedo. O fato nunca foi esquecido por ambos, mas a vida seguiu. Eles namoraram pessoas diferentes e seguiram seus próprios caminhos. Mas trabalhando perto um do outro, com tanto em comum incluindo amigos e familiares, uma possibilidade surge. Por que não passar da amizade para o amor? Eles decidem testar essa nova relação e começam a sair. A química é tão boa que as coisas caminham bem, mas um fato do passado volta para assombrar Avery e ela começa a questionar sua relação com Owen. Só que ele está disposto a levar esse relacionamento até o fim.

Seguindo o primeiro livro, O eterno Namorado é narrado em terceira pessoa acompanhando o segundo irmão Montgomery, Owen, e a amiga da família, Avery. O Owen é o irmão organizado, metódico, na dele. Responsável pela elaboração dos projetos e por tudo funcionar na obra da pousada. A Avery já é seu oposto; bagunçada, deixa tudo para última hora e sentimental. Eles sempre foram amigos, mas num dia decidiram ser mais que isso. Os dois juntos é meio improvável, porque como amigos eles se dão muito bem, então o romance começa morno e aos poucos empolga. Como amigos no primeiro e num parte desse segundo, é difícil se acostumar com eles como um casal.

Apaixonar-se por Owen mais uma vez parecia uma loucura, exatamente como havia sido antes. 


O que mais me incomoda nos livros dessa trilogia é a aura de tudo perfeito. Me dá até raiva que esse mundo que a autora criou, em que tudo só da certo, não exista. Até quando as coisas dão errado elas dão certo. É aquele tipo de errado que depende do ponto de vista. A minha dificuldade é em ver realidade nesses romance, por se distanciarem muito do que todo mundo vive. A vida não é assim e ponto. Eu sei que às vezes é interessante ler estórias nesses estilo para aliviar a cabeça, mas sei lá. Esse ponto eu não consigo relevar e vejo em outras resenhas e comentários que algumas pessoas também se incomodam. Acredito que essa leitura deva ser feita em momentos específicos e não depois de vários romances mais bem estruturados, o que foi o meu caso.

A Nora faz uma coisa nos seus romances, e isso eu percebi na quadrilogia das noivas, que eu também não gosto. Personagens que são amigos desde sempre e de repente se apaixonam. Você não percebe que tem algo entre eles até o livro do casal ser lançado. Com o Owen e a Avery é assim. Eu gosto mais quando o amor nasce, vai sendo trabalhado no enredo e o romance se concretiza. Do jeito que ela fez, fica parecendo que a barra é forçada para ter o livro. Os próprios personagens questionam eles se apaixonarem só agora e não antes. Sobre o enredo paralelo envolvendo a fantasma da pousada, ele avança e a autora, claro, deixou a conclusão dela para o último livro. Nesse a gente descobre quem ela é e o porquê ainda está na pousada.

Falando assim parece até que eu não gostei do livro; eu gostei com ressalvas. Acho a ideia da reforma da pousada interessante. A descrição deles escolhendo os móveis, fazendo os projetos e movimentando a cidade é bacana. A pousada é finalizada nesse romance e novos projetos são apresentados. O que eu não consigo gostar é de como a autora conduz os personagens, sempre facilitando as cosias para eles quando na vida real é bem diferente. Mas ai é a predileção de cada um. Eu vou ler o último livro e a minha expectativa é que seja o melhor da trilogia. O casal se odeia desde o primeiro, mas as farpas já indicam algo no ar. Então não será à primeira vista e eles não são amigos que depois ficam juntos. Fora a finalização da fantasma. Espero vir aqui e só falar coisas boas na próxima resenha.

Nenhum homem fez o que você me fez. Faz. Eu sempre achei que houvesse algo errado comigo, porque eu não conseguia o suficiente. Mas a única coisa errada era que nenhum deles era você.

O Eterno Namorado A Pousada # 2
Nora Roberts
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. Tenho muita curiosidade em ler os livros da Nora Roberts. Já me indicaram os livros delas umas cinco vezes, mas ainda não despertou aquela vontade de ler, sabe? Só que eu não sei se iria gostar muito desse romance, porque não gosto daquelas histórias que os personagens se apaixonam assim, do nada. Prefiro aqueles romances mais trabalhados, que vai acontecendo aos poucos no decorrer da história. E também não gosto muito de histórias que tudo dá certo, tira uma boa parte da emoção, na minha opinião.
    Beijos <3

    http://mecativaste.blogspot.com.br/

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