Cine Cult: Jack Reacher - Sem Retorno

24/11/2016

Jack Reacher: Sem Retorno | Classificação ★ (Ruim) | Estreia em 24 de novembro de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


Existem algumas características básicas que permitem que um filme de ação se torne uma franquia. Cito aqui três: Primeiro: O protagonista tem de ser interessante! Não apenas bem construído, mas precisa ter algo que chame a atenção, coisas que nos façam dizer “oh, esse é tal cara”. Segundo: Precisa de vilões marcantes, diferenciando de um vilão comum básico em filmes de ação. Tão diferenciados quanto o protagonista. Terceiro: Histórias intrigantes que façam o espectador querer ver mais das aventuras do protagonista.

Em Jack Reacher: O Último Tiro dirigido por Christopher McQuarrie, temos todas essas características de um filme que surpreendeu a audiência e deu bases para o que poderia ser uma divertida franquia de ação e investigação. Infelizmente, seguindo pelo que Edward Zwick (O Último Samurai) entregou que apenas poderia. Jack Reacher (Tom Cruise) retorna à base militar onde serviu na Virgínia, onde pretende levar a major Susan Turner (Cobie Smulders) para jantar. Só que, logo ao chegar, descobre que ela está presa e acusada de ter vazado informações confidenciais do exército.


Estranhando a situação, Reacher resolve iniciar uma investigação por conta própria e logo descobre que o caso é bem mais pessoal do que imaginava. Comecemos pelo essencial nessa nova aventura chata. Enquanto no primeiro filme tínhamos um interessante mistério e um vilão a altura, aqui temos um mistério e com um vilão desinteressante. Finalizando algo que todos os espectadores com certeza já tinham sacado desde o início. O que torna tudo ainda mais chato é a adição de uma suposta filha Samantha Dayton (Danika Yarosh), que traz todo um melodrama e tom familiar completamente desnecessários. Zwick aqui perde mais tempo tentando mostrar um Jack Reacher tendo que lidar com uma filha e com os dramas provenientes de uma adolescente de 15 anos; do que com a resolução da trama que já era fraca.

Perde-se assim uma das coisas que tinha tornado o protagonista em O Último Tiro interessante: a sua imprevisibilidade, astúcia e solidão. Cobie Smulders está bem como Major Turner e mostra que de fato tem futuro em filmes de ação – e principalmente um futuro como Maria Hill em Vingadores. Sua participação teria sido bem mais aproveitada se todo o mistério fosse mais intrigante e não houvesse a estranha necessidade de formar uma família provisória para Reacher. Como conclusão, Jack Reacher: Sem Retorno talvez seja a cova de uma tentativa de franquia.

Se a história de Reacher mostrasse outra faceta no quarto ou quinto filme seria até mais aceitável, já conheceríamos bem o personagem e poderíamos até mesmo estar começando a ficar fartos. Ao contrário, o filme pedia mais do personagem do primeiro filme numa trama ainda mais intrigante e mal o conhecemos. O filme no final, tem pouca ação; muito melodrama e uma trama completamente desinteressante, completamente ignorável.




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