Cine Cult: Horizonte Profundo

10/11/2016

Horizonte Profundo | Classificação: ★★★ (Bom) | Estreia em 10 de novembro de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


O desastre da plataforma petrolífera Deepwater Horizon foi um dos piores da história dos EUA, despejando mais de 800 milhões de litros de óleo no oceano. Em seu filme, Peter Berg (Hancock e Hércules) apresenta o acidente sob a perspectiva de quem trabalhava e estava no momento, ainda que seguindo a cartilha clássica de filmes de desastre – e mantendo a romantização do protagonista como herói –, o filme é competente e se mostra realista o bastante para criar o desespero necessário, ainda que com a ação bem filmada e construída. Baseada em eventos reais, a história se passa no Golfo do México, na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon.

Diante de um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA, Mike Williams (Mark Wahlberg) e os demais trabalhadores embarcados lutam para escapar com vida do terrível acidente. O filme não comete erros gritantes, nem de roteiro nem de direção. Todo o longa segue até bem e a direção de Berg constrói momentos de ação e confusão diante da destruição de maneira competente, com destaque para a cena da explosão que dá ao espectador uma bela visão da magnitude do desastre. Mark Wahlberg entrega uma atuação realmente boa e se destaca, não apenas como protagonista, junto de Gina Rodriguez.

Apesar disso, o filme não entrega nada de novo ou realmente criativo, tudo está legal e certinho mas não passa disso em momento algum. Não se destacando em meio aos tradicionais filmes de catástrofe já tão conhecidos por Hollywood, é difícil encontrar motivos para se gastar dinheiro e tempo para assistir no cinema. É o típico longa que se assiste quando passa repentinamente na sua televisão. Divertido, mas absolutamente nada de mais.




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