Cine Cult: Anjos da Noite - Guerras de Sangue

30/11/2016

Anjos da Noite: Guerras de Sangue | Classificação: ★ (Ruim) | Estreia em 1 de dezembro de 2016    Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


E aqui temos o quinto filme da franquia Anjos da Noite, marcada por um início interessante, divertido e por continuações medíocres. Nesse novo capítulo, a impressão que se fica é que já não há ninguém realmente querendo fazer algo bom ou contar uma boa história. Coloque vários clichês, personagens sem propósito e cenas aleatórias num caldeirão; e teremos Anjos da Noite: Guerras de Sangue. Selene (Kate Beckinsale) é uma guerreira vampira que luta para acabar com a guerra eterna entre o clã Lycan de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a traiu.

Quando um novo levante parece tomar forma, ela irá utilizar sua influência e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar fogo. Os primeiros minutos contam de maneira rápida tudo que aconteceu nos primeiros quatro filmes e então somos jogados no festival de mediocridade de roteiro e direção que compõe o longa. Kate Beckinsale entrega uma atuação semelhante à dos outros filmes, mas no meio de uma trama tão problemática, o rosto sexy e o couro preto não são suficiente. Anna Foerster parece não saber exatamente o que fazer na direção.

Desde cenas de diálogo, onde não sabe exatamente em quem deve manter o plano ou qual manter – se utilizando então de filmar vários diferentes e os trocar aleatoriamente na cena. As situações praticamente cômicas, como quando Selene está chegando à fortaleza vampírica do norte, num trem em meio a um deserto de gelo (num corte de plano) e do nada um cavalo que ninguém sabe de onde saiu.

Vampiros elfos mal introduzidos, plot twists bizarras, personagens sem motivação e com mudanças de opiniões, sentimentos ao bel prazer da narrativa e a trilha sonora completamente genérica; Anjos da Noite: Guerras de Sangue é um bom concorrente a pior filme do ano. Com erros em praticamente cada detalhe cinematográfico, não se surpreenda – no caso de resolver assistir – se perceber rindo das cenas completamente perdidas e clichês. O filme é ruim em seu sentido mais puro, o que torna hilário.




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