Cine Cult: Ouija – A Origem do Mal

20/10/2016

Ouija – A Origem do Mal | Classificação: ★★ (Regular) | Estreia em 20 de outubro de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


Espíritos que eram mais que se pensava, uma criança sinistra, mãe burra, casa mal assombrada e gente se mexendo. Como que não entender o filme – prequel do fraquíssimo Ouija, de 2014 – que teve tudo que um longa de terror com espíritos precisa. Seguindo perfeitamente a cartilha, mas infelizmente não traz mais do que isso. O longa apresenta Doris, uma garotinha solitária e pouco popular na escola. Sua mãe é a especialista em aplicar golpes em clientes, fingindo se comunicar com espíritos. Mas quando Doris usa um tabuleiro de Ouija para se comunicar com o falecido pai. Acaba liberando uma série de seres malignos que se apoderam do seu corpo e ameaçando à todos ao redor.

Com a sinopse e um pouco de imaginação – além do conhecimento que todos temos em cima dos clichês do terror – podemos adivinhar praticamente o filme todo. Com a entrada de figurantes o espectador logo vai empilhando a lista – e ordem – que serão ou não as vítimas. Essa previsibilidade pode atrapalhar a experiência de alguns, por ser um filme que não traz nada de novo, mas de alguma maneira não estraga quem for assistir apenas mais um terror em busca de medo fácil. Mike Flanagan (O Sono da Morte, O Espelho) é competente em sua direção, entregando bem mais que sustos fáceis.


Seguindo a ideia de terror no clima ao invés de sustos, o tempo inteiro temos visões extremamente sinistras – algumas que parecem saídas de uma Creepypasta – e uma trilha sonora muito bem aproveitada. É uma pena que o uso de CGI para os espíritos tenha gerado algo que beira ao patético quando finalmente vistos em close – algo que os velhacos do terror sabem de cor, nunca dar close no monstro – parecendo mais demônios de uma produção barata de fantasia. No mais as personagens seguem a cartilha básica: Doris (Lulu Wilson) é a garotinha inocente que se torna sinistra, Paulina (Annalise Basso) é a irmã sensata que desde o início acha que toda essa história de chamar espíritos é bem ruim e Alice (Elizabeth Reaser), talvez a pior mãe do cinema que permite a filha entrar em contato com entidades do além em sua ânsia de contatar o marido morto.

Nenhuma delas é muito bem aprofundada, mas a história delas – de como tiveram o pai/marido morto – é bem aproveitada e gerando um mote compreensível para as decisões ruins que fazem ao longo do filme. Ouija – A Origem do Mal é apenas mais um filme de terror, divertido, até assustador, mas nada de interessante ou diferencial. Tem uma trama bem desenvolvida que convence, ainda que não surpreenda, e um final interessante. Nada de mais, uma boa escolha pra quem quer ver um tradicional terror, que não vai decepcionar e nem impressionar.




2 comentários:

  1. Oi! :)
    Quero muito assistir esse filme, apesar do enrendo não ser tão diferente de outros que já foram lançados.
    Parece ser um filme interessante.

    Beijos,
    Eli - Leitura Entre Amigas
    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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  2. Olá!!! Estou louca pra ver esse filme...Eu vi um esses dias, até axo q eh dessa foto aí dos amigos...Adorei!
    Meu gênero favorito!
    Bjs

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