Cine Cult: Bruxa de Blair

15/09/2016

Bruxa de Blair | Classificação: ★★ (Regular) | Estreia em 15 de setembro de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


Quando A Bruxa de Blair foi lançado, em 1999, causou um alvoroço nunca visto. Seria aquele filme real? Seriam aqueles momentos registrados por três estudantes de cinema realmente as últimas filmagens da vida dos jovens? Todo o marketing feito criou uma febre e um fenômeno inacreditável, que levou ao início dos filmes de terror no estilo falso documentário. A Bruxa de Blair foi um fenômeno e gerava medo no espectador justamente por parecer real, e muito macabro. Bruxa de Blair – a continuação que ignora o horrível A Bruxa de Blair 2 – segue os mesmos passos do filme original, sem muita ambição em trazer algo novo, falhando justamente ao não perceber que a sensação gerada no filme histórico nunca mais voltará a existir.

 James, irmão mais novo de Heather, a protagonista do primeiro filme, vai até a floresta com alguns amigos na esperança de encontrar alguma pista do que aconteceu 15 anos antes. Ao adentrar à sinistra mata, eles acabam encontrando algo que achavam ser apenas uma lenda local. É interessante como o diretor tenta mostrar que há algo de diferente do primeiro filme, os garotos aqui estão plenamente equipados com várias câmeras, GPS, um drone e rádios. Ainda assim, tudo que é usado para trazer ares novos está apenas na superfície, dando ao longa uma feia cara de remake. Ainda assim, se esse fosse o filme lançado em 1999, com certeza seria tão assustador quanto o original.


Bruxa de Blair entrega mais e gera situações mais exasperantes que o primeiro longa, mostrando não só maior orçamento, mas maior controle sobre o terror em si. Nada disso vai realmente convencer o espectador, que já está cansado do subgênero falso documentário, no entanto. Interessante a impressão de que A Bruxa de Blair tenha iniciado tão bem um estilo de filme de terror – ainda que existam vários filmes anteriores que seguiram proposta semelhante – e pareça ser Bruxa de Blair que o finaliza, mostrando o que é claramente um último sufoco de um subgênero que não convence mais. Nas sombras de Invocação do Mal 2, A Bruxa e a volta com força que o clássico terror está sentindo, nada mais natural que o antes inovador vá perdendo sua credibilidade.

Bruxa de Blair é o último suspiro ainda interessante de um subgênero falido, vai dar alguns sustos e até mesmo interessar. Mas não havia necessidade da existência desse filme e isso fica claro logo no início, sem o elemento da possibilidade de ser real o longa fica mais enfadonho do que realmente tenso, dando sustos, mas nada muito mais que isso.




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