Cine Cult: 7 Homens e Um Destino

23/09/2016

7 Homens e Um Destino | Classificação: ★★★ (Bom) | Estreia em 22 de setembro de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak 


A história do que atualmente chamamos de estética faroeste é recheada de adaptações e refilmagens, principalmente com a vinda dos Western Spaghetti. Filmes japoneses de samurai ganhavam características do clássico western americano, por outro lado, cineastas como Sergio Leone se inspiravam justamente nos filmes de samurai para criar seus faroestes. Daí saiu Por Um Punhado de Dólares, releitura de Yojimbo, e o nosso 7 Homens e Um Destino (clássico dos anos 60) uma releitura de Os 7 Samurai. Por isso, a notícia desse remake não gera uma grande comoção ou revolta, e felizmente o filme se coloca bem o bastante para fazer valer sua existência.

A história é simples, uma cidade a beira de uma mina é sitiada pela gangue de Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). Emma Cullen (Haley Bennett) então sai em busca de pessoas que os possam ajudar, encontra com Sam Chisolm (Denzel Washington) e o contrata. Chisolm, por sua vez, junta um grupo de 7 homens, bandidos e caçadores de recompensa, para formarem a gangue que derrotará Bogue. Logo se nota o mais forte ponto desse filme, uma história simples e direta, de maneira que sobre tempo para o desenvolvimento dos personagens. E que personagens! O elenco inteiro está impecável – Vincent D’Onofrio está irreconhecível como Jack Horne – e a sintonia com os personagens são incríveis.


Poderia citar os méritos de todo o elenco, mas é simples resumir: todos nos trazem personagens bem construídos, com background, mesmo que muitos não sejam mencionados, e as expressões e caracterizações próprias. Os personagens têm vida e é isso que torna esse filme ótimo. A direção de Antoine Fuqua (Invasão a Casa Branca, O Protetor, Dia de Treinamento) tem boas intenções e vai muito bem em vários momentos. Porém há um excesso de cortes, é impossível aproveitar as belezas dos cenários e sentir a vastidão do velho oeste – característica marcante do gênero e com longos planos distantes – com os variados planos que se tenta somar. Falta também a sensibilidade com o timing dos planos nas cenas de tensão, duelo e drama, coisa tão bem aproveitada no excelente Rango.

Ainda assim, a fotografia está linda, com boas decisões de planos (repetidamente cortadas, infelizmente), cores e cenários bem escolhidos; e trabalhados. No mais, essa remake de 7 Homens e Um Destino tem porque existir. Aqueles que gostam do gênero faroeste adorarão e se divertirão muito. Os personagens cativam de maneiras surpreendentes. O filme poderia ser memorável e uma grande homenagem, como Rango, mas infelizmente não chegou a tanto. Um bom filme, com características excepcionais que não espelham a produção como um todo.




2 comentários:

  1. olá tudo bem?

    não sabia da existência de filme, gostei da resenha, adoro filmes de faroeste, samurai, com certeza vou assistir. muito obrigada pela visita e volte sempre beijos

    Taynara Mello | Indicar Livros
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  2. O problema de assistir a um remake é que sem querer a gente faz comparações entre o antes e o depois. No filme de 1960 tem um elenco perfeito, Yul Brynner, Charles Bronson, James Coburn, Steve McQueen, Robert Vaughn e é claro Eli Wallach, no papel do vilão Calvera. Só assistindo para ver como fica.

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