Resenha: A Perversa - Amor e Mentiras #2

09/08/2016


Leah Smith finalmente vive um momento muito especial. Conquistou aquele que considera o “homem da sua vida”, mas não está completamente feliz. Leah se sente insegura, como se fosse sempre a segunda opção e sua vida atual, como um castelo de cartas, pudesse desabar a qualquer momento... E, mais do que sentir, ela sabe que Caleb nunca a olhou com aquele brilho especial que dirigia a Olivia. Então, se por um lado se sente vitoriosa, por outro, percebe quanto é desgastante e trabalhoso manter a sua conquista. 

Agora, oficialmente casada com Caleb, ela vai até as últimas consequências para manter unidos os pedaços de uma vida construída por segredos, mentiras e trapaças. E, quem sabe, amor. Mas não é assim que devemos fazer para lutar por quem amamos?

Depois da visão de Olivia, a autora de Amor & Mentiras traz a Leah narrando. Conhecemos essa personagem pela ótica de sua rival e quando iniciamos a leitura, parecia que ela tinha uma vida perfeita. Tudo que ela pode fazer para ter Caleb ao seu lado ela fez, mas parece que não foi o suficiente. Mesmo casados e com uma família estruturada, Olivia é um fantasma na vida de Leah. A mulher que Caleb nunca esqueceu e que de alguma fora, ele traz para a vida do casal. Com tantas coisas debaixo do tapete, mais cedo ou mais tarde elas seriam descobertas. Quando isso acontece, o casamento de Leah e Caleb se transforma em uma casa de cartas, qualquer vento é capaz de derrubá-lo.

A Leah em A Oportunista era um ponto de interrogação; a outra, aquela que tinha a vida que a Olivia queria ter. Muito pouco sobre a sua personalidade foi revelada, mas já dava para saber, por uma cena que acontece no apartamento de Olivia, que a Leah tinha aspectos complicados que ela tentava esconder. Ao mesmo tempo que parece que ela é um furação, ela se mostra sensível e carente. O Caleb é um quebra-cabeça. Uma parte de quem ele é foi mostrado no livro da Olivia e aqui a gente tem um outro lado. O Caleb marido omite coisas, é distante, não se doa por inteiro e é um homem que pensa mais nele do que nos outros. Que outra razão ele teria para estar em um relacionamento se ele ama outra? Egoísta, apenas.

O que ela tem que eu não tenho? (...) Não importa quão alto eu grite o seu nome, ele não me ouvirá. Ele ouve apenas ela.


O que me deixava mais intrigada nesse livro, era como a autora me faria gostar de uma personagem que tinha um caráter tão duvidoso no romance anterior. Claro que essa visão era pelos olhos da Olivia, mas já dava para perceber que bondade não estava entre as suas qualidades. Então eu comecei a ler com um certo cuidado, tentando não me apegar muito, mas a autora foi muito esperta. Primeiro ela colocou a Leah como uma personagem sem estrutura familiar, com pais praticamente inexistentes. Depois a colocou na posição de mulher traída, aquela que nunca foi amada pelo marido e sempre foi a substituta. Nesse momento em especifico, a da mulher traída, foi difícil para mim não ter empatia. Acredito que qualquer mulher terá essa empatia também.

Os dois pontos que mais precisam ser ressaltados desse livro, é a brincadeira que a autora faz com esses personagens que são tão reais e imperfeitos, e como ele testa a teoria de que no amor e na guerra vale tudo. A Leah leva esse ditado até as últimas consequências. E se ao mesmo tempo que você sabe que ela está errada, em outros, você se compadece e cria justificativas, essas que eu coloquei acima. Agora que já tem um tempinho que eu li o livro, é claro que eu sei que amor nenhum justifica você criar uma relação sobre tantas mentiras e tão destrutivo. É bem provável que a Leah nem ame o Caleb de verdade, que ele seja a representação de alguma coisa que falta na vida dela, mas não é amor. Só que com o envolvimento do livro, você lendo pelo ponto de vista dela, em alguns momentos você tende a ser relevante com o que ela faz.

-Você alguma vez realmente me amou?
-Amo você, Leah, mas não do jeito certo.


É importante frisar, que aqui a estória continua. Um tempinho entre o fim do primeiro e o começo desse se passou, a Olivia viveu a vida dela e a Leah conseguiu o que queria, se casar com o Caleb. Poderia ser o mar de rosas que ela tanto desejava, só que com tantas mentiras nesse relacionamento, claro que não daria muito certo. Novos personagens aparecem, a gente descobre outras facetas da Leah e do Caleb e é interessante, que embora ele nunca tenha narrado, com exceção de um capitulo no primeiro e outro nesse, ele é o centro desse triângulo amoroso e a gente nem o conhece direito. O cara que essas duas mulheres amam, e que não trouxe nada de bom para a vida delas diga-se de passagem, exerce um fascínio nelas e desperta muita curiosidade em nós, leitores.

A narrativa nesse livro melhorou em relação ao primeiro. Acho que por eu já saber o que esperar, a relação entre passado e presente, não fiquei tão confusa como no anterior. Tive sentimentos contraditórios em relação à protagonista e ficava o tempo todo me perguntando "o que eu faria?". O final foi previsível, pelo menos para mim, e eu espero que o Caleb narre o fim das duas personagens, visto que ele pode ficar com apenas uma ou nenhuma. Eu tenho as piores impressões possíveis sobre ele e dessa vez eu acho que a autora vai me perder, e isso na questão de empatia com esse personagem. Se ele for pelo caminho que estou pensando, Caleb vai destruir vidas em nome do amor, o que não o tornará tão diferente da Leah assim.

Você precisa de alguém capaz de amá-la do modo como merece ser amada. Eu lamento muito. Não posso lhe dar isso. Deus, bem que eu gostaria, Leah. Eu tentei.

www.sejacult.com.brA Perversa Amor e Mentiras #2
Tarryn Fisher
Faro Editorial: Twitter/Facebook

 

10 comentários:

  1. Olá, Denise. Eu não consigo gostar de livros com triângulos amorosos assim, me deixa desgastada na leitura e pego uma raiva muito grande de alguns personagens, talvez eu não seja a pessoa certa para falar sobre isso. Nunca ouvi falar da série, mas eu gostei por demais da capa, a resenha também está perfeita!
    Beijos. Leitora Encantada

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  2. Olá!
    Fiquei interessada em ler esta obra. Sua resenha ficou ótima.

    www.donadegato.com
    Beijos!

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  3. Oi Denise!

    Não li A oportunista, mas ainda quero ler, bom saber que a narrativa desse é até melhor!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Gosto bastante desse jogo entre os personagens, no primeiro livro a autora faz com que os leitores conheçam apenas um lado da história, e quando conhecemos outro, passamos a desconstruir aquele pensamento, e vemos a trama de uma forma mais ampla. A forma como a autora conduz a história e totalmente envolvente, vejo que essa e uma trama bastante interessante, e cativa o leitor do começo ao fim.

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  5. Gostei de todas a suas resenhas o primeiro livro pareceu ser gostoso de ler e envolvente,com o passado e presente envolvidos. Esse livro agora tem a perspectiva de uma personagem vilã no livro anterior e me pareceu legal.

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  6. Li o livro anterior A Oportunista!! Leah Smith foi bem sacana com a Olívia, ela é muito má, mas por outro lado, o Calebe é um frouxo!! Ele poderia ter se livrado da Leah e perdoado a Olívia!! Agora vamos conhecer a história da perversa Olívia!! Ansiosa para ler!!

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  7. Li a resenha e achei bem interessante,o titulo é a personagem Leah, imagina as coisas que ela vai fazer. Ansiosa para saber o que ela vai fazer, e torcendo para que não dê certo os planos dela.

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  8. amei a resenha. estava em duvida sobre a continuação mas parece ser legal alem disso e a capa está incrivel

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  9. Resenha bem singular! Estou mais e mais interessada nesse e nos outros dois livros, acho que vale a pena lê-los. Otima resenha.

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  10. Já odiei ela só pela sua resenha...ou é para ter pena dela? kkkkk

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