Cine Cult: Quando as luzes se apagam

22/08/2016

Quando as luzes se apagam | Classificação: ★★ (Regular) | Estreou em 18 de agosto de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


O mais primitivo e instintivo medo humano é explorado nesse filme com um visual ótimo e uma boa utilização de efeitos práticos ao invés dos já comuns efeitos CGIs. Uma pena, porém que a história com ótimo potencial seja mal desenvolvida e a própria ideia desse terror – um monstro que vive apenas no escuro e nas sombras – deixe a impressão que poderia ser melhor utilizada. Depois que seu pai, Paul (Billy Burke) morre de maneira misteriosa, Martin (Gabriel Bateman) é atacado por uma silhueta que aparece apenas no escuro e vem falando com sua mãe, Sophie (Maria Bello).

Assustado e sem conseguir dormir, o garoto de apenas 10 anos procura ajuda de sua meia irmã, Rebecca (Teresa Palmer), que terá de reviver os estranhos terrores de sua infância. Baseado no curta viral de 2013 do mesmo diretor, David F. Sandberg, que impressionou o diretor e aqui produtor James Wan (Invocação do Mal 1 e 2, Sobrenatural 1 e 2), o longa se utiliza da mesma ideia de terror, onde a figura aparece apenas na falta de luz. A criatura está melhor desenvolvida e os movimentos aracnídeos e tortuosos entregues por Alicia Vela-Bailey fazem da assombração algo que poderia ser memorável se o resto do filme seguisse o mesmo caminho que o início do filme.


A história do filme como um todo e do background de Diana da assombração, é original e demonstra a criatividade por trás do filme; porém o roteiro parece mal desenvolvido. Não há uma entrega interessante sobre os acontecimentos anteriores e em determinado momento a criatura deixa de causar o medo de antes, se tornando um monstro a ser derrotado. Há ainda a ambientação que no início é impecável, traz o uso do claro e escuro para a aparição de Diana de maneira assustadora e genial. Isso porém não se desenvolve da mesma maneira ao longo de todo o filme – exceto cenas pontuais incríveis – o que demonstra talvez a falta de experiência com longas de Sandberg, mas seu talento inegável na criação de cenas tensas. Esperemos que sua direção melhore em Anabelle 2.

Definitivamente Quando as Luzes se Apagam tem uma proposta criativa e assustadora que não se realiza em um filme de terror memorável. Pelo contrário, é um filme passável que, salvo algumas cenas bem feitas, não consegue manter o clima tenso que supostamente deveria. Talvez um menor uso do escuro nas cenas e um abuso da existência da luz fosse uma ideia melhor à película continuamente escura com poucos focos de luminosos. Ao fim, mais um terror apenas assistível baseado em um curta incrível, tal qual já aconteceu com Mama.



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