Cine Cult: Ben-Hur

18/08/2016

Ben-Hur | Classificação: ★★★ (Bom) | Estreia em 18 de agosto de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


O remake do clássico e vencedor de 11 Oscars de 1959, não chega aos pés do original, mas diverte e não chega a ser ruim. Apenas falta um maior esmero, timing no roteiro e direção para se manter o clima dramático e a saga do príncipe judeu Judah Ben-Hur. Judah Ben-Hur (Jack Huston), um príncipe judeu de Jerusalém, é falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebell), um oficial do exército romano. Destituído de seu título, afastado de sua família e da mulher amada, Judah é forçado à escravidão. Depois de muitos anos no mar, retorna à sua pátria em busca de vingança, mas encontra a redenção.

Quando tenta-se refilmar um clássico do cinema é impossível não se perguntar, por quê? Nesse caso, as cenas de batalhas de Messala, alguns efeitos melhores e a famosa corrida de bigas. Esses pontos o filme refaz com primor, pecando um pouco na cena final, mas usando o CGI e efeitos práticos numa boa mescla que atualiza bem todo o filme. Quanto ao teor religioso, temos outro ponto positivo. Jesus Cristo aparece mais e tem mais falas que o original, mas toda a religiosidade contida se mantém subliminar ao longo de maior parte do filme, se misturando muito bem à narrativa como um todo.


O único momento que isso falha é ao final do filme, no momento de redenção dos personagens. Tal falha é resultado do maior problema do filme, o timing e a velocidade de execução das cenas. Tendo duas horas de filme – contra três horas e meia do original –, o filme parece corrido e afobado. Há uma dificuldade de encaixar toda a saga de Judah no tempo necessário, o que atrapalha o bom desenvolvimento dos personagens e, consequentemente, os dramas necessários que levariam o espectador a se importar e se emocionar com o final.

Aqui, a redenção parece forçada e rápida demais, justamente por não termos tempo de tela o bastante para conhecermos os personagens. Ao final, Ben-Hur é uma refilmagem que não se mantém. Diferentemente de novas adaptações de histórias de outras mídias ou novos filmes sobre o mesmo personagem, remakes devem ao seu original, e aqui o novo falha. Ainda que se mantenha divertido e ganhe pontos por não se perder em guerras épicas e se manter fiel a drama de vingança e redenção, parece um filme desnecessário que servirá apenas para despertar o interesse de quem ainda não viu Ben-Hur de 1959.



Um comentário:

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    Beijão!

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