Resenha: Reboot #1

29/07/2016


Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. 

Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.

O enredo de Reboot começa quando um simples Reboot 22 chega à CRAH, o centro onde eles são acolhidos e treinados. Ele conhece a Wren, a Reboot mais famosa por ser uma 178. Cada um possuí um número e isso significa quanto tempo eles ficaram mortos antes de voltarem à vida. Quando mais tempo morto, menos humano você é, e no caso da Wren, ela é uma das Reboots menos humana que existe. Collum é praticamente um humano no meio de tantos seres fortes e Wren já prevê que ele não durará muito na CRAH. Porém, algo na humanidade dele chama a sua atenção, que passa a treiná-lo e ter um carinho especial por ele. As coisas se complicam quando Wren descobre que a CRAH pode estar escondendo algo e fazendo experimentos com Reboots.

Wren é quem narra o livro e a narrativa dela é diferente, porque ela não sente como os humanos comuns, então sentimentos simples vão ser descritos mecanicamente por ela. No decorrer do livro, com ela percebendo que tem um pouco de humanidade em si, as coisas começam a ficar mais normais. Ela tem uma personalidade forte em alguns momentos e frágil em outras. A autora não conseguiu fazer uma protagonista sem emoção e forte o tempo todo, não sei se isso é um erro ou foi proposital. O Collum já é bacana, o cara que é difícil de conhecer e não gostar. Ele está sempre sorrindo e a sua principal função no livro é despertar sentimentos, bons e ruins, na Wren.

Quanto menos tempo se ficasse morto antes de voltar como um reboot, mais humanidade se retinha.


Não é de hoje que amo distopias. Sempre que aparece uma por ai eu quero ler ou saber mais. O que me chamou a atenção aqui, é que a distopia não é com humanos, como todas as outras que li. Os Reboots são uma versão melhorada de zumbis. Ele são mais fortes, possuem habilidades de luta e pouca humanidade; quanto mais tempo passam mortos, menos humanos são. A luta deles será contra os humanos, visto que os últimos não aceitam muito bem uma raça nova, e superior, estar se propagando tanto. O livro também apresenta uma questão que não foi respondida totalmente aqui, que é sobre os experimentos nos Reboots. Acredito que isso só seja explicado no final.

A autora tem uma estratégia de narrativa interessante, que é a de não contar tudo de uma vez e depois ter o desfecho do livro. Ao longo da estória vamos descobrindo o que aconteceu com os humanos para se tornarem Reboots, o que eles fazem deles, a que são subordinados, o que é CRAH e o que eles fazem e assim por diante. Então em cada capítulo tem uma informação nova até um todo ser formado. Gostei bastante disso, pois não dá para perder o interesse se tem coisas para serem descobertas ainda. O romance que é sugerido na sinopse é uma coisa de segundo plano, só para fazer as coisas acontecerem, já que é quando a Wren conhece o Callum que ela começa a repensar o seu papel como Reboot.

Eu acho que Reboot trouxe elementos novos que fazem a leitura valer a pena. Não será a melhor distopia do mundo, pois a protagonista não tem aquele brilho de líder e nem o enredo caminha para isso, mas é um bom livro. Uma guerra entre humanos e algum tipo de ser não é novidade, o que vale aqui é que esses seres vão descobrir, aos poucos, que ainda possuem sentimentos humanos sim. Essa descoberta deve ser mais para o final da trilogia, mas isso fica no ar. Antes disso acontecer tem o segundo livro, Rebelde, que eu já quero muito ler. Esse termina sugerindo que uma guerra pode acontecer entre Reboots e humanos, mas se eles forem tão humanos quantos os outros, será que essa guerra acontecerá mesmo? Só lendo todos os livros para saber.

Os Reboots eram a cura para o vírus que dizimara grande parte da população. Eram mais fortes e mais velozes e quase invencíveis.

www.sejacult.com.brReboot Reboot # 1
Amy Tintera
Galera Record: Twitter/Facebook


Um comentário:

  1. Oi Denise!

    Não ser a melhor distopia do mundo não é problema, na verdade ando bem cansada de distopias, confesso! Gostei mais do enredo como um todo que parece ser bem interessante!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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